Terça-feira, Julho 21, 2026
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Amália: apresentado o primeiro grande modelo de IA português 

Por: Daniela Felício com Ana Marisa Vieira

O governo apresentou o Amália, o primeiro grande modelo de linguagem (Large Language Model, ou LLM, na sigla em inglês) desenvolvido em Portugal, esta quarta-feira, dia 1 de julho. O projeto que visa reforçar a autonomia tecnológica do país e disponibilizar ferramentas de inteligência artificial adaptadas ao português europeu e à realidade nacional. O modelo será de código aberto e poderá ser utilizado por organismos da Administração Pública, por investigadores e empresas. 

Desenvolvido por um consórcio de universidades e centros de investigação, o Amália foi financiado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Durante a sua apresentação, que decorreu no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, o primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou ainda um reforço de 1,5 milhões de euros no investimento adicionados ao valor inicial de 5,5 milhões concedidos, resultando num financiamento total de sete milhões de euros até 2027.  

Na cerimónia de lançamento, o primeiro-ministro sublinhou ainda que o projeto representa um ponto de partida e não um objetivo concluído. “Não estamos aqui para festejar nada. Estamos aqui apenas para lançar o desafio de amanhã estarmos melhor do que estamos hoje e, para o ano, estarmos melhor do que estamos hoje”, afirmou.  

O chefe do Governo destacou ainda a importância de reduzir a dependência tecnológica europeia, considerando que o Amália constitui “um pequeno passo” para reforçar a soberania nacional e europeia no desenvolvimento de inteligência artificial.  

O modelo, anunciado originalmente pelo primeiro-ministro em novembro de 2024, na abertura da Web Summit, deverá ser aplicado em áreas como a educação, saúde, cultura, defesa e atendimento ao cidadão, estando também disponível em regime de código aberto para que investigadores e programadores possam estudá-lo, adaptá-lo e melhorá-lo.  

“Não haverá desenvolvimento económico, não haverá coesão social, se nós, no contexto europeu, não formos capazes de estar na linha da frente das grandes evoluções, das grandes transformações”, salientou Luís Montenegro. 

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