InícioEmpresasAtrasos no IMT deixam veículos importados meses à espera de matrícula

Atrasos no IMT deixam veículos importados meses à espera de matrícula

Por: Daniela Felício com Ana Marisa Vieira

A Associação Portuguesa do Comércio Automóvel (APDCA) alertou, em comunicado, para atrasos nos processos de legalização e registo de veículos importados, com alguns procedimentos no Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) a demorarem três a quatro meses, segundo relatos que a APDCA diz ter recebido.

Em causa estão processos associados ao chamado Pedido de Certificado do Veículo (PCV), cuja conclusão é necessária para avançar com os procedimentos de atribuição de matrícula. O IMT é a entidade responsável pela atribuição de matrícula nacional a veículos usados anteriormente matriculados noutro país.

Segundo a APDCA, mesmo depois de concluída esta fase e efetuado o respetivo pagamento, existem casos em que os dados do veículo não ficam imediatamente disponíveis para permitir avançar com o registo inicial de propriedade.

A associação aponta ainda atrasos no próprio Registo Automóvel, com especial incidência nos relatos recebidos relativamente ao Porto. Há pedidos submetidos através do Automóvel Online que, segundo a APDCA, permanecem vários meses sem conclusão.

Empresas ficam com capital imobilizado

O efeito acumulado dos atrasos pode prolongar significativamente o processo: aos vários meses de espera no IMT pode juntar-se um novo período até à conclusão do registo e à emissão do Documento Único Automóvel (DUA).

Para as empresas do comércio automóvel, a APDCA considera que o impacto ultrapassa a questão burocrática. “Uma viatura parada durante meses significa dinheiro parado, custos acrescidos e clientes à espera”, afirma Nuno Silva, presidente da direção da APDCA.

A associação aponta consequências como capital imobilizado, dificuldades na gestão e comercialização das viaturas e atrasos na entrega aos clientes.

APDCA alerta para prazos do IUC

A associação chama ainda a atenção para uma consequência relacionada com o Imposto Único de Circulação (IUC).

Atualmente, no ano da atribuição da matrícula em Portugal, o IUC deve ser liquidado e pago nos 30 dias posteriores ao termo do prazo legalmente exigido para o registo. O prazo para o registo é de 60 dias a contar da atribuição da matrícula.

A APDCA considera que, quando os processos administrativos se prolongam durante vários meses, empresas e consumidores podem enfrentar dificuldades no cumprimento desses prazos por motivos que não lhes são imputáveis.

“Não é aceitável que uma empresa cumpra todos os procedimentos que lhe são exigidos e fique meses à espera que diferentes serviços da Administração Pública concluam o processo”, afirma Nuno Silva.

A associação defende uma intervenção articulada entre o IMT e o Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) para recuperar os processos pendentes, melhorar a comunicação entre os sistemas e reduzir os tempos de resposta.

“As empresas têm de cumprir os seus prazos perante o Estado e é legítimo exigir que o Estado também tenha capacidade para cumprir os seus”, conclui o presidente da APDCA.

PODE GOSTAR DE LER
Continue to the category
PME MAGAZINE SUGERE
Continue to the category
PUB

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

NEWSLETTER

spot_imgspot_img
PUB

SUSTENTABILIDADE

Continue to the category