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CCP alerta para impacto da greve geral e destaca flexibilidade na reforma laboral

Por: Redação

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal considera que o Anteprojeto de Lei Trabalho XXI pode introduzir flexibilidade e reforçar a produtividade, mas critica o anúncio de uma greve geral antes de esgotadas as negociações em Concertação Social.

Em comunicado enviado às redações, a CCP afirma que, desde o início do processo, tem mantido total disponibilidade para negociar em sede de Concertação Social, com o objetivo de encontrar soluções que possam ser consensuais entre Governo, empregadores e sindicatos. Para a Confederação, esse é o único caminho capaz de garantir estabilidade política e operacional para a futura legislação laboral.

No entanto, o anúncio de uma greve geral, feito antes de concluída a fase de negociações, surge como um elemento que “introduz entropia num processo que está longe de estar esgotado”, considera a organização.

A CCP reconhece a legitimidade das centrais sindicais para convocar uma paralisação nacional, mas sublinha que a decisão surge de forma “relativamente inédita”, por ocorrer antes de esgotados os mecanismos de diálogo tripartido.

A Confederação entende que o momento exige responsabilidade e continuidade das conversações, face à importância do tema e ao seu impacto nas empresas e nos trabalhadores.

“É fundamental retomar as reuniões em sede de Concertação Social e discutir soluções concretas com base no anteprojeto apresentado”, sublinha a CCP, reforçando a necessidade de evitar ruturas e garantir um processo de negociação sólido e equilibrado.

 

CGTP e UGT avançam para greve geral no dia 11 de dezembro

Primeiro foi a CGTP. No final da marcha nacional contra o pacote laboral, em Lisboa, realizada no dia 8 de novembro, Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, anunciou a realização de uma “greve geral contra o pacote laboral”.
 
Mais tarde, a UGT considerou que a lei laboral apresentada pelo Governo em sede de concertação social é “fora de tempo” e “atentatória do espírito do diálogo social”, já que “traduz uma opção clara em favor dos empregadores, cortando direitos aos trabalhadores e prejudicando a atividade dos sindicatos”.
 
Assim, decidiu juntar-se ao protesto.
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