InícioOpiniãoChatGPT Ads: começa uma nova corrida no Marketing Digital

ChatGPT Ads: começa uma nova corrida no Marketing Digital

Por: João Pedro Batista, CEO da Social Animals

Na última semana, a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, o assistente de inteligência artificial que colocou a IA nas mãos de milhões de pessoas em todo o mundo, disponibilizou o acesso ao ChatGPT Ads, permitindo que agências e empresas comecem a anunciar diretamente na plataforma.

À primeira vista, pode parecer estranho pensar numa ferramenta em que confiamos tanto a ser inundada por anúncios, mas essa estranheza também existiu quando o Google Ads apareceu ou quando o Facebook começou a receber publicidade. Muitos adivinharam o seu fim, mas a verdade é que estas plataformas continuaram a prosperar, tornaram-se ainda maiores e, claro, mais ricas.

No entanto, reduzir o ChatGPT Ads a mais um espaço onde as marcas podem colocar publicidade é, para mim, não perceber o que está verdadeiramente a mudar.

Se há anos é, ou pelo menos deveria ser, impensável uma empresa de qualquer dimensão não ter uma presença digital consistente, acompanhada por uma boa estratégia de conversão, a partir de agora passa também a ser difícil ignorar o ChatGPT numa estratégia de marketing digital. E a razão é tão simples quanto óbvia.

Certamente que todos nós já tomámos uma decisão de compra com a ajuda do ChatGPT. Escolher um hotel, procurar um restaurante, comparar dois produtos, perceber qual o computador mais indicado para determinada utilização ou simplesmente procurar a melhor solução para um problema. Imagine agora que, no preciso momento em que está a receber uma resposta útil para uma necessidade concreta, lhe é apresentado um anúncio de um produto ou serviço capaz de responder precisamente a essa necessidade.

É aqui que, na minha opinião, começa a verdadeira mudança.

Durante anos, grande parte da publicidade digital foi construída em torno daquilo que sabemos sobre uma pessoa: os seus interesses, comportamentos, pesquisas, dados demográficos ou páginas que visitou. Com o ChatGPT entra com muito mais força uma variável que poderá tornar-se fundamental nos próximos anos, a intenção do utilizador naquele preciso momento.

Se até aqui falávamos muito de segmentação por interesses, começamos agora a falar de contexto. O anunciante pode indicar em que tipo de conversas, temas ou situações considera que o seu produto é relevante, enquanto a plataforma procura perceber o contexto e a intenção da conversa.

Pode parecer uma pequena diferença face à forma como hoje fazemos publicidade digital. Não é.

Uma coisa é saber que alguém gosta de viajar. Outra é estar presente quando essa pessoa está efetivamente a comparar destinos para as próximas férias. É esta proximidade entre publicidade, contexto e intenção que considero especialmente interessante. Estamos potencialmente a aproximar a marca do consumidor num dos momentos mais valiosos de todo o funil: aquele em que existe uma necessidade e está a ser tomada uma decisão.

Na Social Animals tivemos a oportunidade de testar este novo território desde o primeiro momento e, juntamente com a Robbialac, fomos responsáveis pelo primeiro anúncio de uma marca direcionado ao mercado português no ChatGPT. Em termos de resultados concretos, a Social Animals foi a primeira agência de publicidade a veicular um anúncio para uma marca e podemos dizer que os resultados que estamos a atingir com os nossos clientes são muito positivos e que as conversões são efetivas e bastante promissoras.

Para finalizar, se está neste momento a preparar o plano de marketing da sua empresa para 2027, recomendo seriamente que reserve uma verba para testar a publicidade no ChatGPT. Afinal, é agora, quando o investimento ainda é mais pequeno, que se conseguem os melhores resultados.

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