Segunda-feira, Julho 13, 2026
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Com os combustíveis a subirem, faz sentido solicitar um crédito para comprar um carro elétrico ou híbrido?

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Com o gasóleo acima dos 2 €/L, solicitar um crédito automóvel para comprar um veículo elétrico ou híbrido pode poupar-lhe até 140 €/mês. Conheça os incentivos, poupanças e opções de financiamento disponíveis.

Os preços dos combustíveis em Portugal atingiram máximos históricos no primeiro trimestre de 2026, com o gasóleo a ultrapassar os 2 €/L e a gasolina a aproximar-se desse valor nos principais postos de abastecimento.

Para muitas famílias, encher o depósito tornou-se um verdadeiro exercício de gestão orçamental. É neste contexto que uma pergunta antes considerada distante começa a ganhar sentido prático: será que um crédito automóvel para adquirir um veículo elétrico ou híbrido pode ser a decisão financeiramente mais inteligente? A resposta, como veremos, pode surpreender.

Porque é que o preço dos combustíveis está a mudar a forma como compramos carros?

A escalada dos preços dos combustíveis não é um fenómeno conjuntural passageiro, mas sim um sinal de que o modelo de mobilidade baseado em motores de combustão interna está a tornar-se cada vez mais oneroso de sustentar.

Desde finais de janeiro, quando surgiram os primeiros sinais de escalada do conflito entre o Irão e os Estados Unidos, o preço do gasóleo simples acumulou uma subida de cerca de 0,40 € por litro e a gasolina cerca de 0,23 €, mesmo após os descontos no Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) entretanto aplicados pelo Governo1.

Para quem abastece um depósito de 50 litros, o custo adicional representa já mais de 20 € no gasóleo e quase 12 € na gasolina2.

Esta volatilidade, alimentada por tensões geopolíticas e pela pressão nos mercados energéticos internacionais, não tem data de fim à vista. As estimativas mais recentes apontam para subidas adicionais nos próximos meses, com a gasolina e o gasóleo a manterem uma tendência ascendente.

O Governo tem tentado amortecer o impacto com reduções temporárias no ISP, mas os especialistas alertam que esta pressão pode prolongar-se. É precisamente neste enquadramento que a compra de um veículo com menores custos energéticos começa a fazer cada vez mais sentido financeiro.

Qual é a diferença entre automóveis elétricos e híbridos e que tipo de veículo faz mais sentido para o seu dia a dia?

Antes de avançar para o financiamento, importa perceber o que está realmente em jogo. Um veículo 100% elétrico funciona exclusivamente com energia da bateria, sem qualquer dependência de combustíveis fósseis.

Os custos de “abastecimento” são significativamente inferiores: carregar em casa pode custar entre 2 € e 4 € por cada 100 km percorridos, consoante a tarifa contratada e o horário de carregamento, com a tarifa bi-horária em período de vazio a permitir atingir o limite inferior deste intervalo3.

Já o automóvel híbrido combina um motor térmico com um sistema elétrico de apoio. Existem três categorias principais:

  • Os híbridos convencionais (sem carregamento externo);
  • Os plug-in (PHEV, com maior autonomia em modo elétrico e possibilidade de carregamento pela rede);
  • Os mild hybrid (apoio elétrico mínimo ao motor de combustão interna).

Para quem faz deslocações predominantemente urbanas e curtas, um plug-in pode ser a solução ideal: circula em modo elétrico na maioria dos percursos, enquanto o motor a combustão serve de apoio nas viagens mais longas.

A escolha entre elétrico e híbrido depende, em grande medida, do perfil de utilização: quem conduz maioritariamente em cidade tende a beneficiar mais de um 100% elétrico; quem tem deslocações longas e incerteza relativamente à rede de carregamento pode encontrar num híbrido uma transição mais tranquila.

Quanto custa realmente um crédito automóvel para um veículo elétrico?

Recorrer a um crédito para um carro elétrico pode parecer um investimento avultado à partida, mas é fundamental analisar o custo total e não apenas o preço de tabela.

Com os incentivos do Estado a reduzirem o valor de aquisição em até 4000 € e com a isenção de Imposto Sobre Veículos (ISV) para viaturas 100% elétricas, o preço real de acesso a um elétrico torna-se substancialmente mais competitivo do que aparenta4.

Um crédito automóvel para comprar um elétrico com um montante financiado de, por exemplo, 20.000 €, a uma taxa de juro competitiva e com prazo de 60 meses, pode traduzir-se numa prestação mensal acessível, perfeitamente compatível com um orçamento familiar médio.

O Banco Credibom dispõe de soluções de crédito para um automóvel elétrico ou híbrido com:

  • Taxa Anual Nominal (TAN) desde 6,90% e Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG) desde 9,31% para veículos novos com financiamento a partir de 7500 € e até 75.000 €;
  • TAN desde 8,75% e TAEG desde 11,43% para veículos usados com financiamento a partir de 5000 € e até 75.000 €.

A estas vantagens acrescem:

  • A oferta da comissão de abertura de contrato;
  • Prazos entre 24 e 120 meses (2 e 10 anos);
  • Financiamento até 100%;
  • Registo da viatura no nome do contraente;
  • Financiamento para particulares, empresários em nome individual e profissionais liberais;
  • Seguro automóvel com a cobertura mais adequada ao veículo (não obriga a danos próprios).

Para tornar estes números mais concretos, vejamos dois cenários indicativos baseados nas condições mínimas publicadas:

Cenário 1: automóvel 100% elétrico

(P. ex., MG4, BYD Dolphin ou similar)

Imaginando um veículo novo com PVP de 34.000 €, ao qual se aplica o incentivo do Fundo Ambiental de 4000 €, o montante a financiar seria de 30.000 €.

Com um prazo de 60 meses, TAN de 7,85% e TAEG de 9,29%, a prestação mensal indicativa situa-se nos 610,65 €/mês, para um Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC) de 37.167,00 €.

Cenário 2: automóvel elétrico ou híbrido plug-in

(P. ex., Volkswagen ID.3, Hyundai Ioniq 6 ou Toyota RAV4 PHEV)

Para um montante financiado de 25.000 € a 72 meses, com uma TAN de 9,65% e uma TAEG de 11,23%, a prestação mensal indicativa é de cerca de 463,60 €, com um MTIC de 33.819,20 €.

As condições definitivas dependem do perfil financeiro de cada cliente e da simulação concreta realizada no site do Banco Credibom. O processo é 100% digital, bastando-lhe aceder ao simulador online para obter uma proposta personalizada sem qualquer compromisso.

O que poupar na gasolina pode pagar a prestação do carro

Este é, porventura, o argumento mais concreto de todos. Um condutor médio em Portugal percorre cerca de 15.000 km por ano, ou seja, aproximadamente 1250 km por mês.

Com um automóvel a gasolina que consome 7 litros por cada 100 km e o preço atual do combustível acima de 1,88 € por litro, o custo mensal em gasolina ultrapassa os 165 €. Com um carro elétrico, esse mesmo percurso pode custar entre 25 € e 50 € em eletricidade, o que corresponde a uma poupança mensal de 115 € a 140 €.

Esta diferença pode, por si só, cobrir uma parte substancial da prestação mensal de um crédito para um carro híbrido.

Em termos práticos, a mudança para um veículo eletrificado não representa necessariamente um custo adicional para o orçamento familiar: trata-se, antes, de uma redistribuição de despesas que, a médio prazo, favorece claramente quem opta pela mobilidade elétrica.

Incentivos e apoios disponíveis que podem tornar a decisão ainda mais fácil

Em 2026, o Estado português disponibiliza um conjunto relevante de apoios para a aquisição de veículos elétricos.

O programa do Fundo Ambiental prevê um incentivo direto de 4000 € a 5000 € para particulares que adquiram um veículo 100% elétrico novo com preço até 38.500 € (ou 55.000 € para modelos com mais de cinco lugares), mediante abate obrigatório de um veículo a combustão com mais de 10 anos.

As candidaturas deverão abrir entre maio e junho de 2026, com uma dotação de 20 milhões de euros.

Dado o histórico recente (a fase anterior esgotou em menos de 24 horas), recomenda-se preparar a documentação com antecedência. Além do subsídio direto, os elétricos beneficiam de isenção total de ISV, o que pode representar uma poupança adicional de vários milhares de euros no ato da compra.

Os híbridos plug-in mantêm também benefícios fiscais, nomeadamente reduções de ISV, conquanto cumpram os critérios de emissões estabelecidos pela norma Euro 6e-bis, que, em 2026, passou de 50 g/km para 80 g/km de CO₂.

Combinando estes apoios com um crédito para um automóvel híbrido em condições favoráveis, o investimento inicial fica muito mais reduzido, tornando a transição para a mobilidade eletrificada uma decisão cada vez mais racional e acessível.

É este o momento certo para agir?

Com os combustíveis a baterem recordes históricos e sem perspetivas de estabilização imediata, a janela de oportunidade para transitar para um veículo elétrico ou híbrido nunca foi tão evidente.

Se somar a isso os incentivos do Estado, a poupança mensal em energia, os benefícios fiscais e as soluções de financiamento disponíveis no mercado, a questão deixa de ser se faz sentido pedir um crédito automóvel para um veículo elétrico e passa a ser quando. A resposta, muito provavelmente, é agora.


Fontes

1 https://www.deco.proteste.pt/familia-consumo/orcamento-familiar/noticias/precos-combustiveis-quanto-subiram

2 Idem.

3 https://www.e-konomista.pt/quanto-custa-carregar-carro-eletrico

4 https://www.standvirtual.com/diarioautomovel/incentivo-carros-eletricos-2026

 

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