Terça-feira, Julho 21, 2026
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Crédito às empresas atinge máximo desde 2022, impulsionado por microempresas

Por: Redação

Em maio de 2025, os bancos em Portugal concederam um total de 73,1 mil milhões de euros em empréstimos para empresas, o que representa um aumento de 2,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, de acordo com as estatísticas do Banco de Portugal.

Esse aumento anual corresponde a 617 milhões de euros a mais em comparação com o saldo registrado no final de abril. Segundo os dados, essa variação anual é a maior desde junho de 2022, refletindo um cenário de crescimento no acesso ao crédito empresarial.


Microempresas estimulam empréstimos à banca

O aumento no volume de empréstimos foi especialmente impulsionado pelas microempresas, que registaram um crescimento expressivo de 11,3% no crédito obtido.

Pequenas empresas tiveram uma variação positiva de 1,6% nos empréstimos concedidos, enquanto as grandes empresas registaram um aumento de 0,4%. Em contrapartida, as médias empresas apresentaram mais dificuldades, apresentando uma redução de 2,8% no montante de crédito disponível.


Comércio, transportes e alojamento no top de pedidos de crédito

Diversos setores fundamentais da economia também registaram uma aceleração no volume de crédito bancário. No conjunto formado por comércio, transportes e alojamento, a taxa de crescimento anual do crédito subiu de 0,3% em abril para 1,8% em maio, impulsionada principalmente pelos segmentos de alojamento e restauração, que avançaram 2,5%, e pelo comércio, que cresceu 2,3%.

Já o setor da construção e das atividades imobiliárias apresentou um aumento do crédito de 5,3% para 6,3% no mesmo período. Por sua vez, embora a indústria e o setor de eletricidade ainda registem uma variação anual negativa, essa queda tem se reduzido, crescendo de -0,7% em abril para -0,1% em maio.

No final de maio, o total de depósitos das empresas em bancos residentes alcançou 70,6 mil milhões de euros, registando um aumento de 444 milhões de euros em relação ao saldo de abril.

Embora o crescimento anual dos depósitos tenha desacelerado um pouco, passando de 7,6% em abril para 7,1% em maio, essa taxa ainda permanece acima da média da zona do euro.

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