Quinta-feira, Julho 16, 2026
InícioEmpresasDa sardinha ao Japão: conservas portuguesas prestes a atingir recorde

Da sardinha ao Japão: conservas portuguesas prestes a atingir recorde

Por: Redação

A indústria portuguesa de conservas de peixe deverá ultrapassar, pela primeira vez, os 400 milhões de euros em exportações em 2025. A previsão foi avançada pela Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP) durante a celebração do Dia Nacional das Conservas de Peixe, que decorreu no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, no sábado passado.

O setor, composto por cerca de 20 empresas, registou um crescimento de 12% nas exportações no primeiro semestre, alcançando 199 milhões de euros.

Entre os fatores que justificam esta evolução está a certificação MSC da sardinha, que permite valorizar o produto entre 10% e 15% por tonelada exportada, e que tem impulsionado um aumento de 73% no volume exportado desta espécie.

A aposta na internacionalização inclui também novos mercados. A presença da ANICP na Expo Osaka 2025 abriu portas ao Japão, onde decorre uma distribuição ainda experimental.

“Prevemos que, em 2027, o Japão possa representar mais cinco milhões de euros na faturação”, afirma José Maria Freitas, presidente da associação. O mercado japonês, um dos maiores consumidores de peixe per capita, privilegia produtos certificados em sustentabilidade, reforçando a estratégia do setor.

Espanha continua a ser o principal destino das conservas portuguesas, seguido de França, Itália e Reino Unido. Mercados como Canadá e Estados Unidos da América mostram igualmente maior dinamismo, representando já 7% das exportações no primeiro semestre. O atum mantém-se como produto mais procurado, embora a sardinha ganhe terreno graças ao selo azul.

Além da relevância económica, a fileira conserveira assume um papel social com cerca de 11 mil pessoas empregadas, quatro mil de forma direta, das quais 80% são mulheres.

A cerimónia no Padrão dos Descobrimentos incluiu a entrega da Conserva de Ouro, distinção anual atribuída pela ANICP a personalidades que promovem a cultura e a imagem de Portugal.

Este ano, o galardão foi entregue a Augusto Fraga, realizador da série Rabo de Peixe, produzida pela Ukbar Filmes, em parceria com a Netflix, inspirada no naufrágio de um carregamento de cocaína na Vila de Rabo de Peixe, nos Açores, em 2001. Segundo a ANICP a série “levou Portugal além fronteiras”, pelo impacto internacional, tal como a indústria das conservas.

PODE GOSTAR DE LER
Continue to the category
PUB

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

NEWSLETTER

PUB
PUB

SUSTENTABILIDADE

Continue to the category