Sexta-feira, Agosto 7, 2026
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De um centro de abate em Viana ao crescimento além-fronteiras

Por: Helena Schlindwein 


A Recife nasceu em 2007, com a abertura do primeiro centro de abate em Viana do Castelo, e rapidamente se expandiu para outras regiões do norte do país. 

Atualmente, a empresa opera em mais de 40.000 m², dispõe de um stock superior a 230.000 peças e conta com uma equipa de 73 colaboradores especializados. Através de uma plataforma online, a Recife responde às necessidades de oficinas e clientes particulares, tanto em Portugal como no estrangeiro.

  • Disponibiliza mais de 230.000 peças catalogadas, com envios nacionais e internacionais.
  • Combinação entre rigor no processo de abate de veículos e a gestão altamente organizada do stock de peças usadas.
  • “É fundamental antecipar mudanças, adaptar processos e valorizar a equipa, garantindo eficiência e qualidade”.

 

1.

PME Magazine – Como nasceu a empresa?

Eduardo Carvalho (CEO) – O primeiro centro de abate abriu em 2007 em Viana do Castelo e rapidamente expandimos para Chaves e Vila Real. Em 2009 inaugurámos Braga, que se tornou sede da empresa, fruto da procura crescente e das oportunidades de mercado. Ao longo dos anos investimos em tecnologia, certificações e processos inovadores que nos permitem responder às exigências de clientes e entidades reguladoras. Hoje operamos em mais de 40.000 m², com serviços reconhecidos pelo rigor e profissionalismo, contando atualmente com uma equipa de 73 colaboradores motivados e especializados.

 

2.

Quem é o vosso cliente-tipo?

O mercado de peças usadas esteve, desde sempre, orientado para oficinas (B2B), uma vez que representam uma parte significativa da procura. No entanto, há uma tendência crescente de particulares (B2C) estarem cada vez mais conscientes dos benefícios económicos e ambientais dessas peças, impulsionados pela oferta de lojas online e plataformas de revenda. No nosso caso, notamos há vários anos essa procura crescente, reforçada pela transparência das informações, pelo registo fotográfico do VFV, pelas múltiplas imagens de cada peça, pela política de devolução e pelas garantias confiáveis associadas às compras online.

 

3.

Qual foi o maior desafio enfrentado até hoje?

Em 2016 enfrentamos o maior desafio ao adotarmos um novo software de gestão, que marcou o início da nossa transformação digital. O processo incluiu a catalogação integral do stock de peças e VFV’s com fotos e referências, o que trouxe maior transparência, rigor e eficiência interna. Já em 2020 demos mais um passo decisivo com o lançamento do nosso website integrado com vendas online, permitindo modernizar a presença no mercado e oferecer maior comodidade, confiança e rapidez no acesso às peças para todos os nossos clientes nacionais e internacionais.

 

4.

Que produto ou serviço distingue o vosso negócio?

O que distingue o nosso negócio é a combinação entre rigor no processo de abate de veículos e a gestão altamente organizada do stock de peças usadas. Todas as peças são catalogadas com fotografia e referência, garantindo transparência, rastreabilidade e confiança. Atualmente, dispomos de mais de 230.000 peças em stock, com envios nacionais e internacionais, apoiados por uma plataforma online intuitiva e eficiente. A aposta contínua em tecnologia, qualidade, inovação e sustentabilidade torna a Recife uma referência no setor, oferecendo soluções rápidas, seguras e de elevado valor para oficinas e também clientes particulares.

 

5.

Qual o vosso maior orgulho até ao momento?

O nosso maior orgulho é ter transformado a Recife numa referência nacional no setor de peças usadas e gestão de VFV’s. Desde a abertura das primeiras filiais até à implementação de tecnologia avançada, catalogação completa do stock e vendas online, conseguimos conciliar crescimento sustentável com inovação. Ver a confiança de oficinas e particulares, a crescente expansão internacional, a certificação PME Líder e a marca de 1.500.000€ em vendas online reforçam a nossa dedicação à qualidade, profissionalismo e soluções de elevado valor para os clientes.

 

6.

O que gostariam de alcançar nos próximos anos?

Nos próximos anos, a Recife pretende consolidar a liderança no setor de peças usadas e gestão de VFV’s, expandindo a presença nacional e internacional. Já adquirimos um terreno adicional de 13.130 m² em Braga para ampliar a capacidade de armazenamento e otimizar processos de desmontagem e expedição. Planeamos também investir em tecnologias digitais e soluções verdes, estabelecer novas parcerias estratégicas e oferecer experiências mais rápidas, seguras e confiáveis, promovendo crescimento contínuo, sustentável e inovador.

 

7.

Uma lição aprendida que possam partilhar com outros empreendedores?

Aprendemos que resiliência, inovação e foco no cliente são essenciais para o sucesso de uma PME. Investir em tecnologia, organização e transparência constrói confiança e diferenciação no mercado. É fundamental antecipar mudanças, adaptar processos e valorizar a equipa, garantindo eficiência e qualidade. Além disso, acreditar no crescimento sustentável, equilibrando expansão física, digitalização e sustentabilidade, permite enfrentar desafios, criar valor económico e ambiental e consolidar uma reputação sólida junto de clientes, parceiros e mercado.

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