Sexta-feira, Agosto 14, 2026
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Do amor pelo exercício à construção de uma marca no setor do fitness

Por: Helena Schlindwein e Ana Vieira


A Fittejo nasceu com o objetivo de responder à falta de espaços acessíveis e de qualidade para a prática de atividade física na Moita, distrito de Setúbal.

Com uma equipa de mais de 100 colaboradores, a marca portuguesa tem vindo a consolidar a sua presença no setor do fitness através de um serviço personalizado, humano e focado na proximidade com o cliente.

 

  • Fittejo nasce para responder à falta de ginásios acessíveis na comunidade local.
  • Proximidade, profissionalismo e atenção ao cliente.
  • “O negócio é nosso mas é entregue a um cliente que tem de gostar, estar satisfeito”.

 

1.

PME Magazine – Como nasceu a empresa?

Carlos Caeiro (Co-fundador) – A empresa surge de um amor e uma necessidade de 3 pessoas. Um amor pelo exercício físico e prática regular de atividade física pelos 3 fundadores da marca e uma necessidade que sentíamos na nossa zona, onde para se puder frequentar um ginásio os habitantes tinham de se deslocar nas suas viaturas mais de 15km para encontrar um espaço para realizar exercício físico.

Estamos no terreno há mais de 6 anos, tendo mais de 100 funcionários espalhados pelos nossos espaços, onde já ajudamos a saúde de mais de 10 mil pessoas.

 

2.

Quem é o vosso cliente-tipo?

O cliente que nos procura é essencialmente o cliente que quer praticar exercício físico de forma controlada e acompanhada – sendo esta uma das maiores distinções dos nossos espaços. O nosso cliente varia desde a criança, cujos pais procuram uma atividade física com um professor para os seus filhos até às pessoas de mais idade que sentem necessidade de fazer algo para melhorar a sua condição física. A maioria dos nossos clientes situa-se numa faixa etária entre os 35 e os 50 anos.

 

3.

Qual foi o maior desafio enfrentado até hoje?

O maior desafio que superámos com grande habilidade e do qual nos orgulhamos foi a pandemia covid. 6 meses após a abertura do nosso primeiro ginásio, fomos obrigados a encerrar portas, por tempo indeterminado por imposição do governo. Na altura não sabíamos se seria 1 dia, 1 semana, 1 mês e foi assustador. No entanto, não podíamos simplesmente esperar que o tempo passa-se e fizemos o melhor para manter tudo a funcionar dentro do possível.

Foi uma boa lição.

 

4.

Que produto ou serviço distingue o vosso negócio?

Não diria que o que nos mais distingue seja algum produto ou serviço. Mas sim a forma como o entregamos. É algo que nos distingue e que queremos manter em todos os nossos espaços ao longo do tempo e que é a nossa identidade. A entrega do serviço com profissionalismo constante, saber quem são todos os nossos clientes pelo nome, um sorriso à chegada e à saída. Trabalhamos com pessoas e para pessoas. A entrega do serviço de qualidade é a nossa bandeira.

 

5.

Qual o vosso maior orgulho até ao momento?

Como motivo de maior orgulho, gostaria de destacar dois. Primeiro, quando iniciamos o projeto a nossa visão era para ter um clube que servisse a nossa comunidade mais próxima. Fomos percebendo que existem outras zonas que necessitavam de um espaço como o nosso – com uma entrega de serviço diferenciado e de excelência. Este crescimento enche-nos de orgulho. O segundo motivo é a valorização humana dos nossos colaboradores. Temos hoje pessoas que começaram como rececionistas ou professores e que neste momento são coordenadores, diretores de clube, diretor regional.

 

6.

O que gostariam de alcançar nos próximos anos?

Para os próximos anos a nossa visão é de ter um negócio e uma marca estável e altamente reconhecida na nossa zona de intervenção, para onde as pessoas possam olhar e pensar “Não é só mais um ginásio, é o Fittejo” e que saibam exatamente aquilo que vão encontrar assim que entrarem pela primeira vez dentro das nossas instalações.

 

7.

Uma lição aprendida que possam partilhar com outros empreendedores?

Saber que o negócio é nosso mas não é. Ter de escutar o cliente e todas as opiniões que eles possam ter. O negócio é nosso mas é entregue a um cliente que tem de gostar, estar satisfeito. Isto implica muitas vezes tomar decisões e alterar processos que pensávamos que eram o melhor, mas depois de testados temos provas de que isso não é verdade e temos de agir e mudar, mesmo que por vezes não estejamos tão de acordo com algumas coisas. Sem clientes, não há negócios.

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