Por: Ana Marisa Vieira
PCI em Números
63 empresas
52 startups
6 áreas estratégicas
1 parque de ciência e inovação
Aveiro como base de operação
Principais acionistas
Universidade de Aveiro (35%)
Caixa Geral de Depósitos (10%)
Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (7,5%)
O PCI – Parque de Ciência e Inovação da Região de Aveiro assinala oito anos de atividade com uma ambição reforçada: afirmar-se como uma infraestrutura estratégica para o desenvolvimento tecnológico, retenção de talento e aceleração de empresas em Portugal.
À frente do PCI há cerca de dois anos, Luís Barbosa defende um modelo assente em sustentabilidade, agilidade de decisão e forte ligação entre academia, empresas e território. Em entrevista à PME Magazine, realizada na Digital Factory, o diretor-geral explica como o parque está a apostar em áreas como Digital Twin, inteligência artificial, imersividade, microeletrónica, semicondutores, mobilidade e Deep Tech, procurando criar condições para que empresas tecnológicas possam nascer, testar, crescer e permanecer na região.
Entre os projetos em curso, importa olhar com atenção para a Digital Factory, uma infraestrutura pensada para apoiar startups e PME na simulação, prototipagem e validação de produtos e processos. O PCI integra ainda duas testbeds tecnológicas e participa na gestão da Zona Livre Tecnológica de Aveiro, que deverá abrir novas oportunidades para testes em ambiente real.
PME Magazine (PME Mag.) – O PCI – Parque de Ciência e Inovação da região de Aveiro celebra oito anos. Com cinco unidades de negócio, 115 empresas, entre as quais startups, scale-ups e empresas corporate, afirma a região como um polo de inovação tecnológica. Sobre este percurso e visão estratégica para o futuro, falamos com Luís Barbosa, diretor-geral do PCI.
O Luís Barbosa lidera o PCI há praticamente dois anos depois de uma carreira internacional. Que papel desempenha hoje o PCI no mapa da inovação em Portugal?
Luís Barbosa, diretor geral do PCI – Parque de Ciência e Inovação da Região de Aveiro – O PCI representa um papel efetivamente fundamental e a razão desse papel nasce da sua estratégia, mas antes da sua estratégia nasce da sua constituição como entidade empresa. Portanto, nós somos uma sociedade anónima com uma estrutura acionista bem definida. Essa estrutura acionista é composta por entidades públicas, entidades privadas em que tem à cabeça, eu diria na sua em maioria absoluta, ou seja, 56% da Universidade de Aveiro, do qual o nosso reitor, o senhor reitor da Universidade de Aveiro, é simultaneamente o presidente do Conselho de Administração do PCI e depois tem entidades públicas e entidades privadas.
Entidades públicas as autarquias, a Câmara de Aveiro, a Câmara de Ílhavo, toda a organização regional, a estrutura regional de autarquias da região de Aveiro e depois tem entidades privadas, como por exemplo, o Grupo Visabeira, o Novo Banco, como outras entidades representativas do setor privado em Portugal. Ou seja, temos uma constituição acionista que eu considero extremamente interessante, neste mix exatamente de público e privado.
Reunimos mensalmente em Conselho de Administração com uma decisão muito ágil, o que efetivamente também é, na sua génese, um dos segredos, eu diria, da nossa agilidade e do nosso papel, como refere fundamental na nossa atividade no ecossistema de inovação.
Por base fundamental, que eu referi e descrevi, há uma “imersividade” em termos daquilo que são empresas, aquilo que são entidades públicas, ou seja, nós discutimos e nós decidimos em conjunto e depois reflete-se na execução aquilo que é o PCI na sua constituição.
PME Mag. – Num país que já tem uma rede alargada de incubadoras, parques de ciência e tecnologia, o que é que distingue este parque de outros e que vantagens concretas oferece.
Ora bem, referindo aquilo que eu disse anteriormente na sua constituição, na sua génese, foi criada e constituída uma estratégia para esta casa, para o Parque de Ciência e Inovação da região de Aveiro. Essa estratégia tem uma base fundamental que é sustentabilidade, ou seja, o PCI está a trabalhar para ser sustentável, querendo dizer que não estamos dependentes de financiamento público.
Estamos sim, a constituir uma dependência de resultados não para o lucro, mas para reinvestimento. E para isso ser possível, estamos a executar aquilo que é tecnologia, ou seja, este local onde nós estamos a conversar é representativo e a base fundamental em termos estratégicos, é que estamos a executar tecnologia, estamos a constituir aquilo que é o nosso roadmap, de suportar startups, facilitar inovação, facilitar a criatividade com uma componente muito clara que é tecnologia.
A tecnologia pretende ser não um produto em si, mas um facilitador daquilo que é a inovação em Portugal, daquilo que é uma ideia que nasce de um empreendedor, daquilo que se constitui como uma empresa e depois usar a tecnologia para, por exemplo, tornar visível um protótipo de uma empresa, de um produto. Dar-lhe métricas de evolução, dar-lhe métricas evidentes da sua funcionalidade, porque isto são os constituintes fundamentais daquilo que é uma taxa de sucesso que uma empresa startup deve ter.
” (…) é fundamental para efeitos de avaliação de um empreendedor, para ir a uma ronda de financiamento, a visibilidade é fundamental”.
E como nós no PCI entendemos que visibilidade de crescimento de um produto ou de um serviço em inovação é fundamental para efeitos de avaliação de um empreendedor, para ir a uma ronda de financiamento, a visibilidade é fundamental. Portanto, indo à sua questão, fundamentalmente nós entendemos o roadmap de inovação e da PCI como parte de ciência e inovação, facilitadora da inovação e de criatividade em que a tecnologia que aqui está investida irá facilitar e irá tornar muito mais ágil aquilo que é a taxa de sucesso das empresas startup que estão aqui constituídas.
Temos focos estratégicos bem definidos em termos de tecnologia, Digital Twin, Imersividade, etc, e que efetivamente é um dos elementos diferenciadores daquilo que é a nossa constituição em Portugal.
PME Mag. – O Parque está instalado num terreno com 36 hectares, tem ainda vários lotes disponíveis. Em que fase de expansão do parque é que estamos?
Nós temos lotes bem determinados e temos lotes infraestruturados. Esses lotes pretendem ser o quê? Pretendem ser espaços onde as empresas startup que percorrem a cadeia de inovação que nós acabámos de falar – ideia, inovação, incubação, maturidade no produto ou no serviço – e tornar-se um modelo de negócio de sucesso para escalar, focando muito numa base de Deep Tech, ou seja, tudo o que é tecnologias digitais, mobilidade, espaço, todas as áreas que envolvem o chamado Deep Tech.
“(…) reter de forma a que elas [empresas] não se tornem apetecíveis para um investidor internacional, nomeadamente não europeu”
O nosso objetivo é reter essas empresas, ou seja, reter de forma a que elas não se tornem apetecíveis para um investidor internacional, nomeadamente não europeu, que temos casos e que podem sair, nomeadamente sair da Europa. Portanto, a nossa missão é uma perspetiva de impacto no investimento que estamos a fazer e no impacto do financiamento público também que elas possam ser alvo de as reter neste espaço, constituir nesses lotes um espaço, um edifício quiçá de especialização naquele setor. Em particular onde essa empresa atua no sentido de retê-la, atrair capital humano, atrair investidores, inclusivamente, e sobretudo, de sublinhar, ser ela própria inspiradora, física e ativa de outras startups naquele setor em particular que possam efetivamente ler esse percurso e inspirar-se e ser também mais um outro caso de sucesso.
Esses lotes irão ter edifícios nesse setor, como eu referi, mas também terão áreas técnicas e também terão áreas de incubação para essas empresas “levitarem” no ecossistema em que essa empresa irá atuar.
Temos setores como microeletrónica, semicondutores como materiais avançados, saúde e outros setores em que estamos com foco estratégico de desenvolver para esses lotes, centros de excelência.
PME Mag. – Cronologicamente, podemos perceber qual é o tempo estimado para isso acontecer?
Cronologicamente, nós este ano temos já dois projetos que estão em processo de desenvolvimento e de submissão a financiamento público, dentro da estrutura PRR que está neste momento a ser executada pelo nosso governo, e temos mais dois projetos para executar no próximo ano de 2027. Portanto, temos aqui um roadmap bem definido dentro dos nossos recursos e a nossa capacidade instalada e que efetivamente nestes próximos três anos, o nosso objetivo é de ter pelo menos três a seis lotes ocupados, em termos de centros de excelência.
PME Mag. – Há pouco falou da Digital Factory, onde nos encontramos, uma infraestrutura que integra inteligência artificial, Digital Twin. Pode dar exemplos práticos do que é que pode ser feito aqui?
Aqui nós temos uma constituição de dois polos fundamentais. O PCI posiciona-se como líder de duas testbeds, programas de financiamento que o Governo tem vindo a desenvolver nestes últimos três anos. Uma testbed está focada na área de multimídia e comunicação. Outra testbed na área de Deep Tech, ou seja, mobilidade, tecnologia espacial, ou seja, doutras áreas associadas, Smart Cities, por exemplo. E que cada uma delas, dentro das suas rubricas de financiamento, nós estamos a executar tecnologia, que é este espaço que acabámos de falar.
“Normalmente este passo, entre o conceito de design, que ainda é digital e o conceito físico, além de ser custoso, é complexo para uma startup ou para um empreendedor”.
Basicamente, o que se pode fazer aqui é imaginemos um produto que uma startup está em fase de início, que é uma ideia que se está a constituir em termos de, eventualmente, um conceito de design ainda e que depois e vai escalar para um conceito físico. Normalmente este passo, entre o conceito de design, que ainda é digital e o conceito físico, além de ser custoso, é complexo para uma startup ou para um empreendedor.
Nós estamos a constituir aqui, através de um centro Digital Twin, que está instalado neste espaço que pode haver um desenho e uma constituição de funcionalidade desse protótipo, por exemplo, imaginemos um drone é constituído digitalmente, é testado digitalmente, inclusivamente tem alguma componente de funcionalidade, ou seja, testar as asas, o stress que as asas podem ter de cooperar, a autonomia, a longevidade, a capacidade de carga, para dar alguns indicadores mais técnicos, e que se pode fazer isso digitalmente.
“(…) tornar visível aquilo que numa fase ainda muito inicial”
Porquê? Porque efetivamente, através dessas atividades, pode-se, como disse há pouco, tornar visível aquilo que numa fase ainda muito inicial, um produto de uma startup tem como capacidade, como inovação e como criatividade para ser atrativo para o investidor. Portanto, Digital Twin, estamos aqui com capacidade, temos aqui estrutura de design e de leitura digital que podemos fazer.
Depois há outra coisa que temos aqui, como capacidade única, e com o feedback que temos recebido também o reforça, que é um centro multimídia, ou seja, nós temos capacidade neste espaço para desenvolver aquilo que se chama a imersividade dinâmica de estruturas autónomas.
O que é que isto quer dizer? Por exemplo, um robô, constituído fisicamente tem que aprender, tem que ter na sua componente inteligência artificial, aprender as dinâmicas, os movimentos, a ergonomia, etc. Nós temos essa capacidade neste momento de o desenvolver aqui, ou seja, ter através de uma estrutura de inteligência artificial, através de uma leitura dentro deste ecrã que está aqui atrás de nós, poder fazer leitura, aquilo que se chama em termos de leitura imersiva, de vou aprender com movimentos, um movimento de ergonomia, um movimento de transporte, um movimento de carga, etc.
“(…) uma PME que queira fazer uma alteração layout da sua estrutura de produção, alterar uma estação de montagem, um chão de fábrica”
E depois uma das capacidades que nós temos através do nosso centro Digital Twin, que é importante, eu diria de sublinhar nesta nossa conversa que é numa perspetiva de criar também impacto não só para startups, mas também para a nossa estrutura de empresas, sobretudo PME de, por exemplo, uma PME que queira fazer uma alteração layout da sua estrutura de produção, alterar uma estação de montagem, um chão de fábrica, por exemplo. Antes dessa alteração ser feita, podemos simular aqui, através dos nossos scanners, podemos fazer scanning desse espaço e aí testar layouts, testar ergonomia, testar movimentos de fluxo de materiais, etc. digitalmente, com visibilidade antes de haver essa alteração no chão de fábrica.
PME Mag. – A zona livre tecnológica de Aveiro já está publicada em Diário da República. O que é que permite esta zona? Que oportunidades é que se abrem às empresas?
A zona livre tecnológica foi constituída e homologada pelo Governo português em março de 2024. Pretende ser uma região, uma área física, constituída por toda a região de Aveiro, nas suas proximidades. Tem limites, como é óbvio, mas tem o elemento água, todo o estuário da ria, tem o elemento terra e tem o elemento mar, inclusivamente, e o elemento aéreo, como é evidente.
“É uma zona física onde, dentro de uma capacidade de testagem de pré-homologação e certificação, se podem testar protótipos”.
É uma zona física onde, dentro de uma capacidade de testagem de pré-homologação e certificação, se podem testar protótipos. Normalmente, isto não é permitido. Mas a zona linha tecnológica permite que uma startup, por exemplo, mais uma vez com o exemplo de um drone, possa ser testado nesta zona linha tecnológica e que não exija excessivas necessidades em termos de segurança, proteção civil, licenças, etc., que permite agilizar este processo de testes.
Nós temos neste momento, mas ainda não está em operação, estamos em constituição dentro do consórcio, o consórcio da zona linha tecnológica. É composto por vários elementos, empresas e entidades públicas, liderado pela Universidade de Aveiro, a Câmara de Aveiro e Câmara de Ílhavo, o Instituto de Telecomunicações e o PCI. Portanto, esta é a constituição do consórcio que faz a gestão da zona de tecnológica.
Já estamos a ter, de uma forma bem interessante, manifestação de interesse de várias empresas startup, nomeadamente um setor que muito se fala que é o setor da defesa, não só, mas o setor da mobilidade também e outros e que efetivamente estão interessados em se instalar cá para poderem operar na zona tecnológica e ter esta aceleração em termos do seu componente de inovação através de testes físicos. Basicamente é essa a grande componente. É um caso único na área civil, em Portugal. Há uma outra zona livre tecnológica já homologada na zona de Tróia, que pertence à Marinha Portuguesa, mas nesta área civil temos claramente esse objetivo.
Há uma outra componente que temos como visão nessa zona tecnológica, que é, por exemplo, também no setor de defesa, aquilo que se chama muito que é o dual usage, ou seja, são produtos que se podem ser usados simultaneamente na área civil e na área militar, que é uma área que estamos a trabalhar com o Ministério da Defesa, por exemplo, os drones.
PME Mag. – Portugal tem hoje uma ambição clara em matéria de competências digitais, inteligência artificial que está refletida em várias estratégias públicas que foram recentemente aprovadas. O maior desafio está na execução?
Sem dúvida, na execução e na adoção. Nós temos também no PCI essa estratégia bem clara. Temos no âmbito também do investimento tecnológico que fizemos no Parque de Ciência e Inovação, no PCI, temos aquilo que é componente não visível, ou seja, a componente de cloud, ou seja, alojamento de dados e a componente de processo, ou seja, processamento de dados que hoje em dia, processamento de dados e inteligência artificial vivem em combinação direta.
“(…) a leitura Digital Twin de um produto, os dados que são refletidos têm elevada complexidade e elevada capacidade de carga, ou seja, em termos de alojamento”.
Nós temos uma parceria, por exemplo, com a Google, em que foi feito um acordo de alojamento de dados e também de usage, passo o termo, de tudo que é o processamento através de plataforma Gemini. Processamento de dados em termos de visibilidade em termos de capacidade, ou seja, os GPUs tecnologicamente falando. Ou seja, estamos com consideração de todos esses componentes porque efetivamente, quando se faz, como eu disse à pouco, a leitura Digital Twin de um produto, os dados que são refletidos têm elevada complexidade e elevada capacidade de carga, ou seja, em termos de alojamento.
Portanto, é preciso ter uma capacidade de processamento e de alojamento forte em termos de dados. Temos isso considerado, é um serviço que está disponível para as nossas startups, é um serviço que está disponível para as nossas PME que queiram desenvolver projetos connosco e o objetivo é profissionalizar este processo todo em termos de Digital Twin, dados e depois darem sentido a esses dados em termos de resultados para um produto desenhado, um produto funcional, um produto que possa ser escalável.
PME Mag. – Para terminar e olhando especificamente para as PME e no papel dos centros de inovação tecnológica, qual considera ser a aposta mais crítica nos próximos anos?
Isso é uma boa questão, mas como referiu à pouco a inteligência artificial. Eu penso, e nós no PCI, que claramente estamos muito bem definidos em relação àquilo que é a componente de inteligência artificial para aquilo que é o escalar do KPI, que muito falamos da produtividade das nossas empresas.
No entanto, sejamos realistas as nossas PME para dar o passo para adotar a inteligência artificial nos seus processos e nos seus serviços, não é fácil. É um processo que é complexo, exige literacia digital, exige conhecimento da nossa estrutura produtiva. Exige tempo, exige envolvimento, exige formação e exige custos.
E alguma escala também…
É evidente. Portanto, nós no PCI consideramos também essa necessidade. Temos projetos de trabalho com várias empresas que estamos a discutir, por exemplo, desenvolver um Open Innovation Plan, ou seja, com uma empresa PME num setor determinado em que seja possível integrar uma componente de inteligência artificial. Imaginemos que, por exemplo, uma área que é característica e que temos de trabalhar da área da logística, supply chain. Perceber os fluxos de materiais, perceber a gestão de armazéns, perceber o abastecimento às linhas de produção. Tudo isto é simulável.
“É possível desenvolver projetos com inteligência artificial connosco, nomeadamente neste estúdio, de simular fluxos de materiais (…)”
É possível desenvolver projetos com inteligência artificial connosco, nomeadamente neste estúdio, de simular fluxos de materiais e simultaneamente percebe-se com estes projetos que tipo de eficiência devemos trabalhar com as PME para ter maior capacidade e agilidade nos seus abastecimentos, porque é uma das áreas críticas e simultaneamente, através desse projeto, a estrutura dessa PME aprender a tecnologia. Aprender o que é inteligência artificial e temos aqui uma combinação, digamos, com um “casamento” entre aquilo que é tecnologia e aquilo que é inteligência artificial em termos de impacto para objetivos.
E assim poderemos ter mais PME ou maiores…
Sem dúvida, sem dúvida. É esse o objetivo refletido, sublinhando claramente que o Parque de Ciência e Inovação, o PCI, está posicionado na sua unidade de atividade core de promover e facilitar a inovação com as nossas startups, mas numa perspetiva vertical de trabalhar com empresas, trabalhar com PME para permitir às startups ter imersividade na realidade dos negócios com essas PME e vice-versa e essas PME poderem aprender aquilo que é tecnologia inovadora que se está a desenvolver, de forma a haver adoção mútua, se for caso disso.












