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Empresas reduzem necessidade de financiamento para 3% do PIB

Por: Daniela Felício com Ana Marisa Vieira

A economia portuguesa manteve uma capacidade de financiamento positiva no segundo trimestre de 2026, embora ligeiramente inferior à registada no trimestre anterior, segundo os dados divulgados esta quarta-feira, dia 23 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O saldo da economia fixou-se em 2,3% do PIB, menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) do que no primeiro trimestre.

A evolução ocorre num contexto de crescimento da economia portuguesa. O PIB em volume cresceu 2,5% em termos homólogos e 0,8% face ao trimestre anterior. Em termos nominais, atingiu 317,5 mil milhões de euros.

Empresas reduzem necessidade de financiamento

Para as empresas não financeiras, os dados mostram uma evolução positiva no segundo trimestre. A necessidade de financiamento diminuiu de 3,3% para 3,0% do PIB.

Ao mesmo tempo, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) das sociedades não financeiras aumentou 1,8%, enquanto as remunerações pagas cresceram 1,7%. O Excedente Bruto de Exploração aumentou 2,0%, sinalizando um crescimento do excedente gerado pela atividade empresarial.

O investimento das empresas também continuou a crescer. A Formação Bruta de Capital aumentou 2,1% no segundo trimestre, embora a um ritmo inferior ao observado no trimestre anterior. A taxa de investimento das sociedades não financeiras atingiu 26,8% do VAB, mais 0,1 p.p. do que no trimestre anterior.

VAB desacelera, mas investimento empresarial acelera

Os dados anuais divulgados pelo INE mostram também que, em 2025, o VAB da economia aumentou 1,7% em volume, embora tenha desacelerado face aos 2,5% registados em 2024. Entre os principais ramos de atividade, destacaram-se os transportes e armazenagem (+6,6%), a construção (+4,3%), o comércio e reparação automóvel (+3,1%) e a indústria e energia (+2,9%).

No conjunto das sociedades não financeiras, o Excedente Bruto de Exploração cresceu 5,5% em 2025, enquanto a taxa de margem operacional se fixou em 19,5%, menos 0,5 p.p. do que no ano anterior.

O investimento empresarial também avançou: a Formação Bruta de Capital Fixo das sociedades aumentou 5,4% em 2025, mantendo um ritmo de crescimento semelhante ao registado em 2024.

No conjunto da economia, o PIB cresceu 1,9% em volume em 2025, enquanto o investimento aumentou 6,5%.

Os dados do INE mostram, assim, uma redução da necessidade de financiamento das sociedades não financeiras, acompanhada por aumentos do VAB, do excedente gerado pela atividade e do investimento.

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