InícioEmpresasEmpresas são senhorios em mais de 20% dos novos contratos de arrendamento

Empresas são senhorios em mais de 20% dos novos contratos de arrendamento

Por: Daniela Felício

Os senhorios pertencentes aos chamados “restantes setores institucionais” representaram 22,6% dos novos contratos de arrendamento celebrados em Portugal nos 12 meses terminados em junho de 2026, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados no dia 29 de setembro. A categoria inclui sociedades financeiras e não financeiras, administrações públicas e instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias.

No período analisado, foram celebrados 151.181 novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares em Portugal. Do total, 77,4% tinham como senhorios entidades pertencentes ao setor institucional das famílias, enquanto os restantes 22,6% correspondiam aos restantes setores institucionais, de acordo com o INE.

A proporção destes senhorios tem vindo a aumentar. No primeiro trimestre de 2020, primeiro período abrangido pela série disponibilizada pelo INE, os restantes setores institucionais representavam 19,8% dos novos contratos. Em junho de 2026, o peso tinha aumentado para 22,6%, uma subida de 2,8 pontos percentuais.

A presença destes senhorios é particularmente significativa nos principais centros urbanos. Em Lisboa, representavam 30,9% dos novos contratos nos 12 meses terminados em junho, acima dos 27,1% registados no primeiro trimestre de 2020. No Porto, a proporção passou de 23% para 26% no mesmo período, segundo o INE.

Rendas mais elevadas nos contratos com senhorios institucionais

Os dados do INE mostram também diferenças no valor das rendas consoante o setor institucional do senhorio.

Entre julho de 2025 e junho de 2026, a renda mediana dos novos contratos celebrados por senhorios dos restantes setores institucionais foi de 10,33 euros por metro quadrado. Nos contratos em que o senhorio pertencia ao setor das famílias, o valor foi de 9,58 euros por metro quadrado.

A evolução homóloga também foi diferente. As rendas dos contratos associados aos restantes setores institucionais aumentaram 11,2%, enquanto as rendas dos contratos com senhorios pertencentes ao setor das famílias cresceram 8,7%, de acordo com o INE.

A diferença, contudo, não se verifica em todos os municípios. Segundo o INE, em 13 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, as rendas medianas dos novos contratos celebrados por senhorios pertencentes às famílias foram superiores às dos restantes setores institucionais.

Rendas novas ultrapassam os 10 euros por metro quadrado

Os dados divulgados pelo INE mostram ainda uma subida generalizada das rendas dos novos contratos. No segundo trimestre de 2026, a renda mediana nacional atingiu 10,17 euros por metro quadrado, mais 10,2% do que no mesmo período de 2025.

Entre abril e junho foram celebrados 35.407 novos contratos de arrendamento, segundo o INE. A subida homóloga das rendas verificou-se nas 26 sub-regiões analisadas pelo instituto.

A Grande Lisboa apresentou a renda mediana mais elevada entre as regiões, com 15,24 euros por metro quadrado no segundo trimestre, enquanto, ao nível municipal, Lisboa registou 17,19 euros por metro quadrado.

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