Terça-feira, Agosto 18, 2026
InícioDestaque"Ferramenta acessível, prática e útil para quem gere um salão, uma barbearia...

“Ferramenta acessível, prática e útil para quem gere um salão, uma barbearia ou qualquer negócio com atendimento” – BUK

Por: Ana Vieira e Catarina Sargento

 

O BUK é uma plataforma de marcações online, desenvolvida pela empresa portuguesa Untold Ventures, sediada em Lisboa. O software destina-se a todos os negócios que recorrem ao agendamento de marcações com atendimento ao cliente. 

O BUK disponibiliza uma agenda online de marcações, com notificações em tempo real, uma página de marcações personalizada para cada empresa, estatísticas do cliente, classificações Google ou pagamentos por MBWay. 

Em entrevista à PME Magazine, Catarina Monteiro, partner e responsável de marketing do BUK, afirma que “nos próximos 5 anos, queremos continuar a apostar no mercado ibérico e reforçar parcerias com marcas e instituições, e garantir que continuamos a ajudar quem quer abrir ou escalar um negócio com as ferramentas certas desde o início”.

 

PME Magazine (PME Mag.) – Como surgiu o BUK?
Catarina Monteiro (C.M.) – O BUK surgiu em 2018, a partir de uma conversa com o barbeiro de um dos nossos fundadores, que se queixava frequentemente do tempo perdido todos os dias com chamadas, mensagens e gestão manual de marcações. O product studio Untold Ventures identificou ali uma oportunidade: desenvolver um software que ajudasse a digitalizar este tipo de rotina.

A ideia era simples: criar uma ferramenta acessível, prática e útil para quem gere um salão, uma barbearia ou qualquer negócio com atendimento personalizado. O BUK foi lançado em 2018, mas foi em 2020 — com a pandemia e a necessidade urgente de soluções digitais para evitar aglomerações — que o crescimento se tornou orgânico e exponencial. Estávamos no sítio certo, à hora certa.

 

PME Mag. – Quais foram os principais desafios em digitalizar negócios tão tradicionais como salões de beleza ou clínicas de bem-estar — e como os superaram?
C.M. – O maior desafio foi, sem dúvida, ganhar a confiança destes profissionais. Muitos destes negócios vivem da relação direta com os clientes e estavam habituados a gerir tudo com papel e caneta e por telefone ou WhatsApp. A mudança exigia muita proximidade e confiança — e foi exatamente isso que fizemos: ouvimos os primeiros utilizadores, adaptámos o produto com base no seu feedback e garantimos um suporte próximo e humano. Essa abordagem ajudou-nos a conquistar utilizadores muito fiéis e a evoluir o BUK de uma simples agenda digital para uma plataforma completa de gestão e comunicação com o cliente.

 

PME Mag. – O que é que os dados recolhidos ao longo destes cinco anos revelam sobre os hábitos de marcação dos portugueses? 
C.M. – Os dados mostram comportamentos muito interessantes. Por exemplo, cerca de um terço das marcações são feitas depois das 17h, o que reforça a importância de ter uma plataforma disponível 24/7. A terça-feira é o dia com mais marcações, e o mês de julho é dos meses mais movimentados do ano, provavelmente por causa das férias e eventos. Além disso, conseguimos afirmar que 2 em cada 10 portugueses já fizeram uma marcação com o BUK — o que mostra bem o impacto da plataforma no quotidiano dos consumidores.

Para os próximos anos, acreditamos que a personalização e a automatização inteligente vão marcar a diferença na forma como os profissionais comunicam com os seus clientes e oferecem serviços — e o BUK quer estar na linha da frente dessa evolução. Mas sempre sem esquecer a importância do fator humano na equação.

 

PME Mag. – Como é que uma PME como o BUK consegue manter a escalabilidade e o apoio personalizado a milhares de outras PME?
C.M. – Temos uma equipa pequena mas muito eficiente e alinhada com a missão do produto. Apostámos muito na simplicidade da plataforma — o que também reduz a necessidade de suporte técnico — e reforçamos isso com uma base de conhecimento clara, comunicações automatizadas e um apoio ao cliente próximo, mas escalável.

Para nós, escalar não significa abdicar da proximidade. Significa otimizar processos, automatizar o que pode ser automatizado, e estar realmente presentes quando é necessário. A nossa comunidade de utilizadores ajuda-nos imenso também, recomendando boas práticas e ajudando a divulgar o BUK organicamente.

 

PME Mag. – O que aconselhariam a outros empreendedores que querem lançar (ou escalar) um projeto sem grandes recursos, especialmente em áreas mais tradicionais?
C.M. – Não esperem pela “versão perfeita” — comecem com uma solução simples que resolva um problema real. Escutem os primeiros utilizadores e evoluam com base no feedback, não em suposições. E, acima de tudo, mantenham-se próximos de quem usa o vosso produto: é aí que está o verdadeiro crescimento!

No nosso caso, começámos sem financiamento externo e sem investimento em marketing, e com um foco muito claro: resolver um problema específico para um público muito concreto. Crescer devagar, mas com consistência, deu-nos a base certa para chegar onde estamos hoje!

PODE GOSTAR DE LER
Continue to the category
PUB

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

NEWSLETTER

PUB
PUB

SUSTENTABILIDADE

Continue to the category