Fundo Angels Way investe em três startups focadas em IA

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Jogador de padel em campo
A CourtMaster combina câmaras inteligentes e inteligência artificial para gerar dados e vídeos automáticos de cada jogo de padel (Foto Canva)

Por: Ana Vieira

O Angels Way, o primeiro fundo de investimento colaborativo regulado pela CMVM, anunciou três novos investimentos em startups: CourtMaster, Curiouz e WiseWorld. Todas apostam em inteligência artificial (IA) e têm ambição global.

Criado no início de 2025 pela Olisipo Way, o Angels Way reúne 436 pequenos investidores e já financiou sete startups nos primeiros nove meses do ano, depois de avaliar mais de 70 candidaturas.

O fundo pretende investir um milhão de euros em 20 startups nacionais de base tecnológica, promovendo o acesso ao capital de risco a empreendedores e investidores individuais.

“Em apenas nove meses já alcançámos sete investimentos, o que mostra a confiança dos fundadores no nosso modelo e a velocidade com que estamos a construir este ecossistema”, afirma Luís Filipe Gutman, managing partner da OW Ventures.


CourtMaster transforma o padel 

A CourtMaster, fundada por André Croft de Moura, Aliocha Blaise e Francisco
Azevedo, está a revolucionar o padel, um dos desportos que mais cresce no mundo, ao combinar câmaras inteligentes e inteligência artificial para gerar dados e vídeos automáticos de cada jogo.

A tecnologia permite a jogadores e clubes aceder a estatísticas, highlights e ferramentas de marketing, estando já presente em 11 países e com mais de 6 mil utilizadores ativos.

 

Curiouz fecha ronda de 536 mil euros com apoio da Angels Way

A Curiouz é uma plataforma de mobiliário vintage apoiada por IA que liga vendedores, compradores e designers em todo o mundo.

Com o investimento da Angels Way, concluiu uma ronda de 536 mil euros, tornando o fundo português no seu primeiro investidor nacional.

A startup regista 80% das vendas nos EUA e prepara o lançamento de uma versão B2B em janeiro de 2026, focada em mercados como Alemanha, Holanda e Estados Unidos.


WiseWorld usa IA para treinar competências humanas

Fundada por três jovens iranianos, a WiseWorld desenvolveu uma plataforma B2B que usa inteligência artificial para treinar e certificar soft skills.

Os utilizadores interagem em ambientes virtuais e recebem feedback personalizado em áreas como empatia, comunicação e pensamento crítico.

A WiseWorld parte de uma convicção: numa era em que a IA substitui tarefas técnicas,
a relevância humana no trabalho está nas capacidades que dificilmente podem ser
automatizadas.

Com o apoio da Angels Way, a empresa concluiu a ronda pré-seed e prepara uma nova captação de 1,5 milhões de euros.