Sexta-feira, Julho 17, 2026
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“Gerir como um Cientista” destaca autonomia e inteligência coletiva para decisões mais ágeis

Por: Helena Schlindwein


“Gerir como um Cientista”, da investigadora Marcia Esteves Agostinho, apresenta um modelo de gestão inspirado na ciência para apoiar empresários e gestores a tomar decisões mais eficazes em ambientes instáveis.

O objetivo da obra é mostrar como as organizações podem ser compreendidas como sistemas vivos, complexos e interdependentes. De acordo com a autora, compreender a empresa sob essa perspectiva permite que os líderes utilizem a inteligência coletiva da equipe para resolver problemas complexos.

Marcia Esteves Agostinho explica que, no modelo denominado “Gestão Adaptativa”, o segredo está na “auto-organização”, “a natureza mostra como fazê-lo. O segredo está na ‘auto-organização’, isto é, a capacidade do sistema de gerar soluções eficazes autonomamente, sem comando central. Como todo empresário sabe, as boas decisões são aquelas que estão alinhadas com o ambiente.

Em resposta à PME Magazine, a autora, comentou que a prática da gestão adaptativa requer mudanças na cultura e na estrutura organizacional, “por isso, é essencial mobilizar o esforço e a inteligência de todos os colaboradores, atuando com autonomia. À liderança cabe criar um ambiente que favoreça a experimentação e encare o erro como parte da aprendizagem coletiva. Mais ainda, é preciso ajustar a estrutura de relações de modo a permitir que a auto-organização aconteça.”

O livro traz estudos de empresas de biotecnologia no Brasil, mostrando como regras claras, estruturas flexíveis e experimentação podem gerar valor econômico e inovação. Marcia Esteves Agostinho destacou que “a biotecnologia ilustra bem como é possível utilizar a capacidade de auto-organização dos sistemas vivos para a produção de valor económico. (…) Estas experiências são especialmente úteis em setores altamente competitivos e inovadores, onde predominam profissionais da geração Z.”

 

Empresas aprendem com a biotecnologia a tomar decisões ágeis

“Nessa perspetiva, o estudo das empresas de biotecnologia oferece algumas lições práticas, Estabelecer regras de conduta que legitimem a autonomia dos indivíduos; criar estruturas flexíveis que estimulem a cooperação entre equipas; proporcionar um ambiente favorável à experimentação e ao teste de novas ideias e promover a aprendizagem coletiva e contínua”, acrescentou a autora.

Para empresários de qualquer setor, a principal aprendizagem é que nem tudo pode, ou deve, ser controlado centralmente. “Ao mudar de um paradigma de comando e controlo para um modelo baseado em influência e confiança, torna-se possível aproveitar a inteligência coletiva para gerar soluções inovadoras,” conclui.

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