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Governo anuncia suplemento para pensionistas e descida do IRS

Por: Daniela Felício com Ana Marisa Vieira

O Governo anunciou esta terça-feira, dia 8 de setembro, duas novas medidas com impacto no rendimento das famílias: um suplemento extraordinário para pensionistas e uma nova redução do IRS até ao 6.º escalão. No conjunto, as medidas representam cerca de 800 milhões de euros e deverão avançar na próxima reunião do Conselho de Ministros.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante a intervenção de abertura do debate da moção de censura do Chega. Segundo o Governo, o suplemento extraordinário para pensionistas terá um custo de cerca de 400 milhões de euros, será atribuído de forma progressiva e poderá chegar aos 1.611,13 euros. O apoio será pago juntamente com a pensão de dezembro e deverá abranger mais de dois milhões de pensionistas.

A segunda medida passa por uma nova redução do IRS até ao 6.º escalão, também no valor global de cerca de 400 milhões de euros. De acordo com o Executivo, o objetivo é beneficiar sobretudo a classe média. Embora a redução incida diretamente sobre os primeiros seis escalões, o Governo salientou que, devido à progressividade do imposto, todos os contribuintes de IRS poderão sentir o efeito da medida, incluindo quem se encontra em escalões superiores.

Alívio no IRS já a partir de novembro

De acordo com o Governo, a redução do IRS deverá começar a ser sentida a partir de novembro, através de uma diminuição das retenções na fonte. A alteração abrangerá tanto os salários como o subsídio de Natal e terá efeitos retroativos a janeiro de 2026, segundo a informação divulgada pelo Governo.

Para as empresas, a medida terá impacto sobretudo através das retenções efetuadas mensalmente aos trabalhadores. Uma redução das taxas de retenção significa que, a partir da sua aplicação, os trabalhadores deverão receber um valor líquido superior, mantendo-se o acerto definitivo no momento da liquidação anual do IRS.

As duas medidas ainda terão de ser concretizadas formalmente. Luís Montenegro afirmou que as decisões estão tomadas e que deverão ser aprovadas na próxima reunião do Conselho de Ministros.

O primeiro-ministro justificou as medidas com a evolução das contas públicas e com a estratégia do Governo de reduzir a carga fiscal e aumentar os rendimentos das famílias. Segundo Montenegro, o IRS sobre salários e pensões já foi reduzido quatro vezes desde a entrada em funções do atual Executivo, num valor global de cerca de 2 mil milhões de euros.

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