Segunda-feira, Agosto 17, 2026
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Leadership Summit Portugal debate liderança na era da IA

Por: Daniela Felício com Ana Marisa Vieira


O evento Leadership Summit Portugal, que se irá realizar a 24 de setembro, no Casino Estoril, terá o tema After Tomorrow – Leading the New Era of Mind, Machine and Meaning. Para Filipe Vaz, diretor-geral da Tema Central, empresa responsável pela organização do evento, em declarações à PME Magazine, o desafio dos líderes já não passa por decidir se vão usar IA, mas por saber como fazê-lo de forma responsável.

O objetivo do evento é, segundo Filipe Vaz, refletir sobre o impacto da Inteligência Artificial, da transformação tecnológica e das mudanças sociais e económicas na liderança e nas organizações. Entre os oradores confirmados estão David Simas, diretor executivo do Emerson Collective e ex-presidente da Fundação Obama, Elisa Farri, vice-presidente e responsável pelo Management Lab da Capgemini Invent, Armindo Monteiro, presidente da CIP, e Luís Portela, presidente da Fundação BIAL. 

Para o responsável pela organização, “a Inteligência Artificial já deixou de ser uma questão tecnológica para passar a ser uma questão de liderança”. Filipe Vaz considera que o principal desafio para as empresas não é decidir se vão adotar estas ferramentas, mas “como o vão fazer de forma responsável e alinhada com os seus valores”.

Na perspetiva do responsável, os líderes portugueses enfrentam três desafios principais. O primeiro, passa por “criar uma cultura de aprendizagem contínua, preparando as equipas para trabalhar com sistemas inteligentes”.

Depois, afirma que devem “garantir que a tecnologia reforça, e não substitui, características humanas como a criatividade, o pensamento crítico, a empatia e o julgamento ético”. E a estes fatores junta a ideia de que a IA não pode ser utilizada apenas como uma ferramenta de eficiência, mas sim para “aumentar a capacidade das organizações para servir melhor clientes, colaboradores e a sociedade”.

É nesse sentido que justifica o tema do evento. “O tema after tomorrow convida precisamente a essa reflexão. Estamos a entrar numa era em que o verdadeiro fator diferenciador continuará a ser o ser humano. A tecnologia pode acelerar decisões, mas continua a ser a liderança que define a direção”, explica.

A mudança no papel da liderança acompanha, segundo Filipe Vaz, uma transformação mais ampla na forma como as empresas encaram a inovação. “Há uma década discutíamos transformação digital como um projeto, hoje vivemos numa lógica de transformação permanente”, explica.

Filipe Vaz, diretor-geral da Tema Central (Foto Divulgação)

 

A curiosidade “é uma competência transversal”

Filipe Vaz destaca a aprendizagem contínua, a literacia digital e em Inteligência Artificial, a capacidade de liderar equipas multigeracionais e multiculturais, a rapidez na tomada de decisão e a inteligência emocional como algumas das competências que os gestores deverão desenvolver.

Mas há uma característica que considera transversal a todas as outras: a curiosidade. “Os líderes que continuarem a aprender serão os que melhor conseguirão antecipar as mudanças”, afirma.

É precisamente neste ponto que enquadra o papel da Leadership Summit Portugal, que descreve como “uma plataforma de conhecimento, networking e contacto direto com algumas das maiores referências mundiais em liderança, inovação e gestão”.

“O objetivo é proporcionar ideias concretas que possam ser aplicadas nas organizações portuguesas, independentemente da sua dimensão”, acrescenta ainda.

A edição de 2026 parte assim, segundo a empresa responsável pela organização, de uma questão central: como liderar num contexto em que a tecnologia avança rapidamente, mas em que as decisões continuam a exigir sentido crítico e responsabilidade humana.

No programa do evento, a organização coloca em discussão temas como a regulação da IA, os dilemas éticos associados à tecnologia, a responsabilidade na relação entre pessoas e máquinas, a desinformação, a sustentabilidade e o equilíbrio entre crescimento económico e bem-estar social. 

Para Filipe Vaz, investir na qualidade da liderança deixou, neste contexto, de ser uma opção. “Neste mundo em transformação acelerada, investir na qualidade da liderança deixou de ser opcional, é uma condição para o desenvolvimento”, conclui.

 

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