InícioExportaçãoPME portuguesa de IA entra no Médio Oriente

PME portuguesa de IA entra no Médio Oriente

Por: Daniela Felício com Ana Marisa Vieira

A consultora portuguesa Mars Shot está a reforçar a sua estratégia de internacionalização com a entrada no mercado do Médio Oriente, depois de assegurar a primeira adjudicação na região. De acordo com a empresa, em comunicado, projeto foi contratado por uma instituição bancária no Kuwait e será dedicado às áreas de AI Governance and Advisory.

A empresa, com sede em Lisboa, trabalha nas áreas de inovação, transformação digital e inteligência artificial aplicada aos negócios. Entre os serviços que presta estão a identificação de casos de uso de IA, automatização de processos, desenvolvimento de soluções e capacitação de equipas.

No âmbito do projeto no Kuwait, a Mars Shot vai apoiar a instituição bancária na definição de princípios, processos e modelos de governação para a adoção e utilização responsável de IA.

“A entrada no Médio Oriente através de um projeto no setor bancário confirma que a nossa proposta de valor responde a desafios que são transversais a diferentes mercados”, afirma Hugo de Sousa, fundador da Mars Shot.

A internacionalização para o Médio Oriente surge depois de a empresa ter desenvolvido projetos em Espanha e nos Países Baixos. Segundo a consultora, a expansão deverá continuar a ser acompanhada pelo reforço da equipa e por uma distribuição mais estruturada das responsabilidades internas.

“Estamos a assistir a uma mudança no mercado. As empresas já não procuram apenas perceber o potencial da inteligência artificial. Querem identificar onde devem investir, implementar soluções e obter resultados concretos”, explica Hugo de Sousa.

A consultora tem atualmente 20 colaboradores e mais de 70 clientes e organizações na carteira de projetos, segundo os dados divulgados no comunicado. Em 2026, prevê ainda encerrar o ano com um crescimento da faturação de cerca de 200% face a 2025.

Além disso, em 2026, a Mars Shot afirma já ter formado mais de 300 profissionais do setor bancário e prevê chegar a cerca de mil colaboradores de diferentes setores até ao final do ano.

Para Hugo de Sousa, o desafio das organizações está agora menos relacionado com a descoberta da tecnologia e mais com a capacidade de a integrar nas operações e obter resultados concretos.

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