Sábado, Julho 11, 2026
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Portugal com talento menos competitivo de sempre

Portugal registou uma descida da 23ª para a 26ª posição no ranking de talento mundial do IMD World Competitiveness Center. Este é o pior resultado dos últimos quatro anos.

O ranking de talento mundial mostra que ao nível de desenvolvimento, atração e retenção de talento, Portugal está cada vez mais longe de ser mundialmente competitivo. Segundo os resultados do raking, que foi divulgado hoje, esta descida acentua-se devido à significativa descida notada nos fatores de “investimento e desenvolvimento” e “atratividade”.

Portugal alcançou o seu melhor resultado neste ranking em 2018, posicionando-se na 17ª posição. Desde então, a descida tem vindo a ser notada. “Apesar da descida mais acentuada ter ocorrido de 2018 para 2019, onde regrediu para o 23º lugar, este ano o país voltou a mostrar estar a perder competitividade, sobretudo na categoria “investimento e desenvolvimento”, onde perdeu nove posições face a 2019 – da 13ª para a 22ª”, explica, em comunicado, a Porto Business School, parceira exclusiva do IMD para Portugal na elaboração deste ranking.

Além deste fator, foi notado um decréscimo no indicador de “atratividade”, com Portugal a cair do 32º para o 33º lugar, devido à baixa classificação nos critérios de “justiça”, “motivação dos colaboradores” e “saída de pessoas com boa formação e qualificação” (brain drain). Por outro lado, Portugal subiu três posições no indicador de “preparação”. Esta subida, que o coloca na 24ª posição, deve-se à boa pontuação do país em “management education” e “competências linguísticas”, “o que demonstra que a população ativa portuguesa tem cada vez mais as competências necessárias para corresponder adequadamente às necessidades e exigências atuais das empresas”, esclarece a Porto Business School, em comunicado.

Segundo este indicador são de notar, de entre várias informações, como principal fraqueza de Portuga a “formação de colaboradores”, tendência que as empresas nacionais não estão a conseguir acompanhar, uma vez que o investimento continua a não ser suficiente. Por outro lado é de destacar a forte percentagem que o país apresenta ao nível da força de trabalho do sexo feminino relativamente à sua força laboral total (49,3%).

Para Ramon O’Callaghan, dean da Porto Business School, explica que “de acordo com os resultados deste último ranking, é possível comprovar que há, de facto, uma lacuna entre a aposta na educação e qualificação das nossas pessoas e o investimento das empresas para reforçar a formação e promover o desenvolvimento dos seus quadros”.

O responsável afirma: “Se, por um lado, temos uma população ativa mais competente e preparada, por outro, temos empresas que não lhes estão a proporcionar as ferramentas necessárias para prosperar. Principalmente num período de transformação digital, que obriga a reeducar-nos a cada momento para lidar com a mudança.”.

Acrscenta: “E tudo isso tem um claro efeito na atração e retenção de talento no nosso país, pois se não criarmos mais oportunidades ao longo das várias etapas da vida profissional, nunca poderemos ser competitivos globalmente, nem preservar o nosso talento.”

Com uma análise de um total de 63 economias, este índice identifica que oito das economias a liderar o Top 10 pertencem ao continente europeu, o que é motivado pela “excelente educação” e “boa mobilidade”. Suíça, Luxemburgo e Suécia são as economias mais competitivas no que toca ao talento a nível mundial.

Para avaliar o talento nas diferentes economias, o ranking de Talento Mundial baseia-se na avaliação de três fatores. São eles “o “investimento e desenvolvimento”, que avalia os recursos destinados a cultivar uma força de trabalho local; a “atratividade”, destinado a avaliar até que ponto uma economia atrai talento estrangeiro e retém talento local; e “preparação”, que avalia a qualidade de habilitações e competências disponíveis na pool de talentos de um país”, esclarece a parceira, em comunicado.

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