Terça-feira, Julho 21, 2026
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Portugal integra rede de aceleradores da NATO para desenvolver tecnologias de defesa

Por: Ana Marisa Vieira

Portugal passou a integrar oficialmente a rede de aceleradores da NATO DIANA (Defence Innovation Accelerator for the North Atlantic), o programa da Aliança Atlântica destinado a identificar e acelerar o desenvolvimento de tecnologias emergentes e disruptivas com potencial de aplicação na área da Defesa.

A entrada de Portugal nesta rede resulta de uma parceria estratégica entre a idD Portugal Defence e o Instituto Pedro Nunes (IPN), em Coimbra, que assume a gestão operacional do acelerador nacional.

A integração posiciona assim o país num ecossistema internacional dedicado ao desenvolvimento de soluções tecnológicas consideradas críticas para a segurança, resiliência e competitividade das 32 nações aliadas.

Criada pela NATO, a DIANA tem como missão apoiar empresas e startups no desenvolvimento de tecnologias de duplo uso, ou seja, soluções que podem ser aplicadas tanto em contextos civis como militares. Para isso, disponibiliza acesso a uma rede internacional de aceleradores e a mais de 200 centros de teste especializados, incluindo infraestruturas militares onde as tecnologias podem ser validadas em ambiente operacional.

Com esta integração, Portugal passa a dispor de um acelerador reconhecido pela NATO, permitindo acompanhar empresas nacionais ao longo do seu processo de crescimento e facilitar a sua entrada no mercado global da defesa.

Financiamento até 400 mil euros para startups e empresas inovadoras

As organizações selecionadas para os programas da NATO DIANA beneficiam de um financiamento inicial de 100 mil euros, podendo aceder posteriormente a mais 300 mil euros durante a fase de crescimento.

Além do apoio financeiro, as empresas passam a ter acesso a centros de teste internacionais, participação em exercícios operacionais, apoio no desenvolvimento de modelos de negócio e ligação privilegiada ao NATO Innovation Fund e a investidores de capital de risco especializados em tecnologias avançadas.

Com o objetivo de apoiar candidaturas portuguesas à edição de 2027 do programa, a idD Portugal Defence e o IPN promovem um webinar dedicado aos novos desafios tecnológicos lançados pela NATO.

Inteligência artificial, espaço e cibersegurança entre as prioridades

A ativação do acelerador português acontece num momento particularmente favorável para o ecossistema nacional de inovação. Duas startups incubadas no Instituto Pedro Nunes, a Neuraspace, especializada em inteligência artificial para gestão de tráfego espacial, e a Connect Robotics, focada em soluções autónomas de logística por drones foram recentemente selecionadas para integrar a rede de inovadores da NATO DIANA.

A escolha destas empresas é vista como um sinal da crescente capacidade de Portugal para desenvolver tecnologia competitiva à escala internacional em áreas estratégicas para a defesa e segurança.

O programa NATO DIANA concentra-se atualmente em domínios tecnológicos considerados prioritários, incluindo inteligência artificial, sistemas autónomos, energia e propulsão, cibersegurança, novos materiais, ciências biológicas, infraestruturas críticas e tecnologias espaciais.

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