Domingo, Julho 19, 2026
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Regressar das férias não tem de ser apenas retomar, pode ser redefinir

Por: Verónica Ahrens, Head of Team Building Solutions na Cegoc 


O regresso ao trabalho após o período de férias representa, para muitos, um momento ambíguo: por um lado, há o entusiasmo de reencontrar colegas e retomar projetos; por outro, impõe-se a realidade de rotinas, metas e ritmos acelerados. Este é um período, simultaneamente, desafiador para as empresas e colaboradores. No entanto, continua a ser subestimado por muitas organizações. Como tal, e se olhássemos para este momento, não como um simples retomar, mas antes como uma oportunidade estratégica?


Impacto invisível: o que não se vê, mas é sentido

Durante as férias, é inevitável que as equipas se desconectem, e isso é, até certo ponto, saudável. Mas o regresso traz consigo desafios silenciosos, que podem ir, desde uma perda de ritmo, ao desalinhamento estratégico, baixa energia e foco disperso. De acordo com um estudo da Harvard Business Review, as empresas registam, em média, uma quebra de 23% na produtividade durante as primeiras semanas pós-férias. Para além disso, uma pesquisa da Gallup aponta que apenas 15% dos colaboradores se sentem “altamente envolvidos” no trabalho após pausas prolongadas. Estes números revelam um custo invisível, mas real.

Parar para alinhar: um investimento em clareza

Num mundo corporativo marcado pela velocidade, parar pode parecer um luxo. Mas, por vezes, parar é o único caminho para acelerar. O regresso das férias é um momento precioso para criar espaço; desde logo, espaço para escutar, também para partilhar perceções em relação ao anterior ciclo e para construir em conjunto um foco comum para o ciclo que se inicia. Mais do que agendas preenchidas, as equipas necessitam de sentido, direção e conexão emocional com os objetivos do coletivo.

Team building com propósito: mais do que uma “atividade”

É aqui que os momentos de team building ganham relevância. Quando bem desenhados, não são apenas atividades lúdicas ou dinâmicas de grupo. São plataformas estratégicas para reforçar laços, provocar um pensamento conjunto e, efetivamente, acelerar o alinhamento. É essencial que estes encontros não sejam apenas divertidos, mas também intencionais; que incluam momentos de reflexão, partilha estruturada e definição de prioridades. O verdadeiro valor do team building está na sua capacidade de gerar compromisso através da cocriação e de dar voz ativa às equipas quanto ao desenho do caminho a seguir.

Regressar para redefinir

Ao investirem em team buildings com propósito, as lideranças não estão apenas a “motivar equipas”, estão a ativar uma cultura de conexão, clareza e compromisso. Esta simbiose visa promover um regresso não é apenas uma continuação do que foi, mas uma oportunidade para escolher, em conjunto, o que será.
Porque, no fim, regressar não tem de ser apenas retomar. Pode, e deve ser um momento para redefinir.

 

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