Por: Ana Marisa Vieira
Num contexto de urgência geopolítica e disrupção tecnológica, as PME portuguesas começam a afirmar-se na Defesa e no Espaço. Em entrevista à PME Magazine, Pedro Petiz, diretor de Desenvolvimento Estratégico na Tekever aponta oportunidades e caminhos.
Fundada em 2001, e com mais de 1200 colaboradores, a Tekever tornou-se recentemente um unicórnio europeu na área da Defesa, impulsionada por soluções de autonomia e inteligência artificial aplicadas à segurança e vigilância.
Sediada em Caldas da Rainha, mas com presença internacional e clientes em vários mercados, reflete a transformação de um setor que, segundo Pedro Petiz, “não é fechado, mas altamente exigente em maturidade, certificação e processos”.
A evolução tecnológica, com destaque para drones e IA, e a necessidade de resposta rápida estão a criar espaço para PME mais ágeis entrarem na cadeia de valor. “As PME podem afirmar-se como parceiras ou fornecedores especializados, sobretudo em áreas de inovação, desde que consigam crescer connosco e acompanhar o ritmo do setor”, sublinha.
Com operações distribuídas pela Europa e uma estratégia de expansão internacional, a Tekever é exemplo de que o mercado da Defesa não se esgota no contexto nacional. “O mercado natural é o internacional. As PME portuguesas têm de pensar à escala europeia e trabalhar em parceria para ganhar dimensão”, conclui Pedro Petiz, apontando o talento e a engenharia nacional como vantagens competitivas.
PME Magazine (PME Mag.) – O setor da defesa e aeroespacial é tradicionalmente fechado. O que é que está efetivamente a mudar hoje para permitir e para se falar de uma possível entrada de pequenas e médias empresas?
Pedro Petiz, diretor de Desenvolvimento Estratégico na Tekever – Não é uma questão de ser fechado. Ele é fechado, não porque o mercado seja propriamente fechado, mas porque tradicionalmente são mercados que exigem grandes maturidades às empresas para estar nesses setores. Eles são exigentes do ponto de vista tradicional, naquilo que é a vertente processual, a vertente de validação, a vertente de certificações são áreas que naturalmente são exigentes e na defesa em particular, depois soma-se tudo o que tem a ver com o acesso a informação classificada. Tudo isto são barreiras naturais para quem quer entrar neste setor.
“(…) é mais fácil uma PME entrar em novas linhas de desenvolvimento mais rápidas”
O que nós assistimos agora e desde algum tempo, acho que há aqui dois grandes vetores: há muito mais tecnologia hoje em dia, e essa tecnologia é muito mais disruptiva, e portanto, cria brechas naquilo que são processos mais tradicionais. Nestas áreas, passam a ter necessidade de incorporar essas novas tecnologias. Grande parte dessas novas tecnologias são desenvolvidas por empresas mais ágeis e, portanto, o que estamos a ver é que é mais fácil uma PME entrar em novas linhas de desenvolvimento mais rápidas, inovação mais rápida do que uma empresa do setor mais tradicional, que torna as coisas mais pesadas nesse processo.
O outro lado tem a ver com a urgência. No atual contexto em que se percebeu que a Europa tinha sérias lacunas, em que a tecnologia evolui num contexto em que há muita adoção de tecnologias novas na defesa, os drones, não são os únicos, há mais, mas isto faz com que a agilidade associada a estas novas tecnologias associadas, a uma urgência de rápida de evolução, abra um espaço natural para estas PME poderem, pelo menos, não digo ganhar um mercado, mas pelo menos afirmarem-se como parceiros, aquelas que os são, ou integradores ou os endusers. Depois depende do grau de complexidade do que estamos a falar. Por vezes, as PME podem não ter o músculo financeiro para fazer esse processo, mas têm claramente a capacidade para integrar as cadeias de valor e os consórcios e trabalhar com os primes nesse sentido. E acho que essa é uma das vantagens ou uma das oportunidades que surgem neste tempo na Defesa.
O Espaço, nesse aspeto, também tem algumas parecenças, porque são áreas em que o custo de entrada é relativamente elevado. Trabalhar o Espaço implica satélites e lançamentos, tudo isso tem um custo elevado. A Europa também percebeu que tem que andar mais depressa. Portugal, hoje em em dia, inclusivamente desde há uns anos para cá, criou a sua Agência Espacial Portuguesa, está a criar investimentos nessa área, está a criar condições para que surjam essas empresas e esta questão ecossistémica, à medida que vai construindo a sua base e se vai desenvolvendo, permite que estas empresas se afirmem.
“E não é à toa que muitos países olham para Portugal até como testbeds de muitas das tecnologias”.
Portanto, eu acho que é daqui que vem este espaço novo. Portugal tem uma coisa que se tornou muito interessante para outros países europeus, que é o talento, pessoas com conhecimento, universidades e centros de investigação. E não é à toa que muitos países olham para Portugal até como testbeds de muitas das tecnologias. Portanto, eu acho que nós temos as condições interessantes para conseguirmos continuar a desenvolver este setor e ganhar em volume, mas ganhar em valor. Eu não vou entrar muito em discussões sobre as outras indústrias, cada uma tem as suas vantagens, mas o setor Aeronáutico e de Defesa, tem um vencimento médio superior à média das outras indústrias e acho que isto deve ser encarado como um sinal de um caminho que se pode fazer.
“O mesmo produto, daqui a três anos, pode estar desatualizado, portanto, associem-se, trabalhem, ganhem escala e tentem associar-se a cadeias de valor”.
Portanto, claramente há um espaço para as PME se afirmarem. Quero só dar uma sugestão, que já dei lá dentro [na ASD Conference], que é que nós não temos de fazer tudo sozinhos. O ecossistema está muito dinâmico neste momento, a Defesa e o Espaço, e aqui a questão temporal é crítica. O mesmo produto, daqui a três anos, pode estar desatualizado, portanto, associem-se, trabalhem, ganhem escala e tentem associar-se a cadeias de valor.

PME Mag. – E especificamente à Tekever, o que é que vocês mais priorizam para que uma PME portuguesa entre na vossa cadeia de fornecimento?
Nós, em termos de fornecedores ou nesse aspeto, temos aqui diferentes tipos, depende do que é que estamos a falar. Obviamente, no nosso dia a dia processual temos fornecedores que dão serviços e, portanto, são contratados numa lógica mais daquilo que é o service provider, temos alguns que nos fornecem alguns componentes, algumas capacidades e fazemos alguma subcontratação, e essa é uma parte daquilo que nós procuramos.
“(…) é importante que um fornecedor nosso, em qualquer destes casos, seja capaz também de crescer connosco”
A outra parte tem a ver com parceiros, mais do que fornecedores, que são capazes de trazer conhecimento, trazer tecnologia. Há uma coisa que é transversal em todos estes casos, nós estamos a crescer. O setor está a crescer. A exigência do ponto de vista de mercado é grande e nós temos que crescer em conjunto, ou seja, é importante que um fornecedor nosso, em qualquer destes casos, seja capaz também de crescer connosco, de fazer investimento e de acompanhar o nosso crescimento. Nós não queremos pura e simplesmente multiplicar os fornecedor só por multiplicar, pois isso torna-se uma gestão muito complexa, mas há sempre necessidade de trazer novos fornecedores porque há uma nova tecnologia, um novo produto, uma nova necessidade. E nós somos capaz de o adaptar e eu diria que uma das questões fundamentais é essa. A outra, ligada a esta, tem a ver com alguma agilidade, serem ágeis na relação connosco. Se estiver à espera de um cliente tradicional, em que basicamente vamos apenas ser um provider, ultraclássico, dá-nos jeito, mas queremos muito mais um parceiro que amanhã é preciso evoluir e ele consegue trazer soluções.
E só para dar um exemplo, nós desenvolvemos um projeto, no âmbito do PRR, que é o ARX. Ele está em fase final, acaba este ano o seu desenvolvimento e vamos começar a trabalhar a fase de mercado. Mas neste projeto nós trabalhámos com uma série de entidades, quer de indústria do ponto de vista de fornecedores, mas acima de tudo entidades privadas, universidades e centros de investigação que trabalharam connosco no desenvolvimento tecnológico. Eles desenvolveram a sua própria componente neste produto, e agora serão integrados naturalmente na nossa cadeia de valor. Entidades como ISQ, como o IDD, entidades que trabalharam connosco para além dos endusers, e, portanto, nós estamos a integrar essa capacidade. E estes programas, quando bem orientados para produtos finais, têm esta vantagem que também nos permite trabalhar logo ao início, uma coisa que nós chamamos o matching, que é entidades que fazem e que funcionam bem umas com os outros. Temos um mindset alinhado. Isso para nós é importante.
PME Mag. – Falemos de tecnologia e inteligência artificial. A inteligência artificial está a tornar este setor mais acessível às PME ou mais concentrado?
A IA, enquanto tecnologia disruptiva e com qualquer tecnologia dispositiva, cria sempre aqui espaço para novas entradas. Por um lado, algumas ferramentas de base estão concentradas em grandes empresas americanas, que têm os modelos, mas depois a exploração desses modelos dá espaço a que muitas PME possam aproveitá-lo e fazer o seu o seu treino, o seu prompt, de acordo com aquilo que são as suas áreas de mercado e até desenvolver o tipo de modelos que são mais adequados ao seu modelo de negócio.
Portanto, eu acho que isto é claramente uma tecnologia ecossistémica que vai permitir que haja grandes players, de média dimensão, de pequena dimensão, micro. Cada um trabalha no seu espaço, numa tecnologia que é transversal. É uma tecnologia que veio para ficar. Ela não vai desaparecer e a certa altura são aquelas tecnologias que ou nós somos capazes de lidarmos com elas ou então correm o risco que podem ser de se tornarem obsoletas e, portanto, eu diria que ao mesmo tempo pode ser visto ou algumas empresas poderão ver aqui uma ameaça, mas acima de tudo, vejam isso como uma oportunidade. Essa é uma questão de perspetiva e posicionamento e volto a dizer, nós temos boa engenharia, bons engenheiros em Portugal, temos a massa cinzenta necessária para conseguirmos trabalhar.
PME Mag. – E o que é que nos falta?
Temos de ter noção que para a IA estamos a falar de grandes capacidades de processamento de informação. Portanto, nós precisamos não só dos data centers, precisamos a seguir dos modelos e é preciso também treinar esses modelos e isso requer um grande dose de investimento de capital. O nível de Capex é muito elevado e eu acho que essa pode ser uma das dificuldades que nós temos, mas não há país nenhum que não tenha dificuldades. Nós também temos as nossas vantagens.
“Se nós tivermos data centers associados a estas cadeias de fornecimento de tecnologia IA, podemos reter mais valor em Portugal”.
Nós, por exemplo, como temos um custo de energia mais baixo do que uma série de países europeus, temos uma vantagem competitiva. Se nós tivermos data centers associados a estas cadeias de fornecimento de tecnologia IA, podemos reter mais valor em Portugal. Enfim, a grande dificuldade estará mais na capacidade de investimento no Capex, mas temos muitas outras vantagens para podermos trabalhar isto. Temos que ter noção é que já há uma série de empresas que estão à frente, não é? Já têm alguns anos de vantagem, portanto, nós temos sempre que correr.
PME Mag. – Que oportunidades concretas existem para as PME que não são Deep Tech?
Bem, enfim, nem tudo na Defesa é Tech ou Deep Tech. Há muitas coisas na Defesa que mantém alguma dimensão mais tradicional e aí nós vemos que há algum conhecimento de empresas portuguesas que vem de setores metalomecânicos, ou os setores dos moldes que trabalham muito para o setor automóvel. Têm algumas competências e em certas áreas até têm algum tipo de know how e ferramentas que até podem fazer alguma mediação para o setor da Defesa, porque esse continua a aprecisar. Apesar de termos aqui a tecnologia do ponto de vista do software, depois o drone continua a precisar de uma componente física, e essa também tem que funcionar. Portanto, eu não vejo que os não Deep Tech desapareçam. Provavelmente, o que elas têm que equacionar é como é que se associam mais as estas novas tecnologias? Eu acho que essa é uma grande mudança, é que o driver destas áreas deixou de ser tanto a componente tradicional e passou a ser mais o tecnológico, mas não quer dizer que desapareça o outro, até porque um precisa do outro.
PME Mag. – Falemos de escala e internacionalização. É possível uma PME portuguesa crescer neste setor sem sair de Portugal? A Tekever está em Caldas da Rainha. Que vantagens vos trouxe esta localização fora dos grandes centros urbanos?
Nós somos o exemplo de uma empresa que cresceu primeiro lá fora antes de crescer em Portugal, nesta área. Portanto, somos esse exemplo que é possível. A razão das Caldas da Rainha tem a ver com questões até históricas de um dos fundadores da empresa que encontrou naquela região um espaço de grande acolhimento e acesso a talento relativamente fácil. Por outro lado, essa dinâmica de não estarmos tão concentrados nos grandes centros, apesar de nós também termos escritório em Lisboa, é inultrapassável em alguns tipos de competências que só existem em algumas áreas, mas acima de tudo, não é assim tão longe. Em uma hora faz-se.
PME Mag. – O Presidente da República vive em Caldas da Rainha…
Portugal não é um país tão grande assim. Já não estamos no tempo em que se demorariam dias a chegar de um lado ao outro.
Claramente, o mercado da Defesa é um mercado internacional. É um mercado que não subsiste só daquilo que é o consumidor português, porque as forças armadas portuguesas não têm a dimensão, muitas das vezes para sustentar produtos que sejam passíveis de ser comercializados, porque o investimento é caro e a sua operação é cara. Portanto, o mercado natural é o mercado europeu, aliás, a Tekever é uma empresa pan-europeia nesse aspeto, portanto, tem se vindo a relocalizar noutros destinos. Estamos em Inglaterra, estamos em França, estamo-nos a espalhar e estamos a criar outras áreas de posicionamento para atuar localmente. E acho que muitas empresas portuguesas conseguiram fazer esse caminho. Algumas já o estão a fazer, até porque grande parte dos players internacionais europeus não estão em Portugal. A maior parte deles estão fora.
“(…) já não estamos num contexto em que Portugal vive sozinho. Não é possível mais na Defesa isso acontecer”.
Ou seja, o que nos quer dizer que as PME portuguesas que se queiram posicionar neste setor, claramente têm que ter uma visão, tem que estar no mercado europeu, tem que estar no mercado internacional e desenhar a sua estratégia de acordo com isso. Obviamente que depois terão as suas capacidades de produção em Portugal até terem dimensão para ir para o outro lado, mas podem fazer em parcerias. Volto a dizer, há um mindset que é importante, que já não estamos num contexto em que Portugal vive sozinho. Não é possível mais na Defesa isso acontecer. E portanto, o mercado natural é o mercado internacional.
A parte mais difícil desta equação muitas vezes é o acesso ao capital para poder fazer esse crescimento. E mais uma vez, podendo associar-se a empresas que já fizeram esse caminho, pode ajudar a ser um desbloqueador de algumas dessas dificuldades. Volto a dizer, melhor que um programa de financiamento de projetos de inovação, é um contrato para fornecer um produto é muito mais interessante e mais sustentável.
PME Mag. – Neste momento, quais são os mercados prioritários para empresas que querem escalar na área da Defesa?
Acho que no contexto europeu está mais ou menos óbvio, já respondi. Acho que está percetível que o mercado europeu é o mínimo que deverão ambicionar, mas não têm que estar limitados por isso. Há muitos outros mercados que estão à procura de crescer e na Defesa hoje em dia é um bocadinho transversal em quase todas as áreas.
Desde o continente americano, Norte e Sul ao Médio Oriente, Europa e Ásia. Nós vemos em todo o lado o crescente deste mercado, portanto não está especificamente fechado a um sítio. Têm que ter capacidade e têm que estar presentes. Apesar de estarmos num mundo do remote work, este é um setor que depende muito da confiança que é desenvolvida entre as pessoas, os endusers e é muito importante estar presente. Muitas vezes, marcamos presença numa feira, não por ser a mais interessante de todas, mas porque se não estiver presente, fica para trás, não é visto e, portanto, isso é importante. Mas é preciso perceber que, além do mercado e volto a referir, voltando à primeira pergunta que me colocou, temos um mercado de fornecedor de equipamento e temos o mercado de parceiros. E acho que o posicionamento das PME enquanto tal, é fundamental.
Temos uma questão de mercado geográfico, de posicionamento, temos a questão do mercado tecnológico que tem a ver com o que é que fazem, muitas vezes substituto de produtos que tipicamente vêm de outras zonas não europeias. Pode ser ainda um posicionamento na cadeia de valor, se são meramente um provider, um componente ou se querem trabalhar numa lógica muito mais de parceiro estratégico que ajuda a desenvolver uma capacidade.
“(…) as empresas portuguesas sabem muito bem o dia a dia de assumir os riscos e as dificuldades que é a tesouraria”.
É como diz aquele ditado, “quando a vaga vai, levanta todos os barcos”. Portanto, quem tiver nessa vaga consegue acompanhar esse momento, mas se tiver demasiado preso a um contexto muito local, corre o risco de perder a vaga. Portanto, acho que há aqui uma dinâmica que têm de estar disponíveis e as empresas portuguesas sabem muito bem o dia a dia de assumir os riscos e as dificuldades que é a tesouraria. Portanto, eu acho que nesse aspeto as empresas até já têm experiência, falta só depois esta questão mais internacional.

PME Mag. – O drone ARX, o vosso modelo mais recente, está neste momento em fase de customização. Em que é que se diferencia de outros?
O ARX é um produto para a área da Defesa e para a área civil. É um drone de maiores dimensões com outras capacidades e, portanto, permite fazer outro tipo de missões. Tem mais autonomia, tem mais velocidade e, portanto, permite-nos fazer quer no mundo civil, quer nas operações militares, outro tipo de capacidade para o utilizador final.
Este é um produto que se encontra em fase de customização, ou seja, ele já foi desenvolvido em plataforma. Neste momento, estamos na fase de customização. Isto quer dizer, na prática, que estamos a ver quais são os subsistemas, as eletrónicas, os sensores para usar a bordo, como é que ele tem que ser adaptado para executar certo tipo de objetivos de missão, e isto é trabalhado com os utilizadores finais.
“Este é um produto [drone ARX] que foi quase todo integralmente feito e desenvolvido em Portugal”.
Nós estamos em querer este será o próximo sucesso. Obviamente, se não achássemos que era um sucesso, nós estaríamos a investir nele, mas é um exemplo, do que é que significa trazer a cadeia de valor portuguesa connosco. Este é um produto que foi quase todo integralmente feito e desenvolvido em Portugal. Estamos agora na fase em que faremos essa expansão e obviamente podemos trazer connosco a cadeia de fornecedores portugueses.
Em termos de materiais utilizados, nós estamos a falar de áreas que trabalham no mundo dos compósitos. Mais uma vez, há alguns componentes mecânicos de aeronáutica mais leves que são críticos. Depois estamos a falar de propulsão, de sistemas propulsivos, motores, tudo o que é parte de potência. Estamos a falar depois de eletrónica e hardware que vem a bordo, software que corre nesse hardware, sistemas de comunicações e, obviamente, se tivermos parceiros portugueses que se possam juntar a nós, serão muito bem vindos.
Entrevista gravada presencialmente no dia 28 de abril, no âmbito da ASD Convention 2026, o encontro europeu do setor Aeroespacial, Defesa e Segurança, que decorreu no Estoril, em Lisboa.












