“Temos reforçado a gama com vinhos mais leves, opções sem álcool e packaging sustentável” – José Maria da Fonseca Distribuição

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Paulo Costa, diretor-geral da José Maria da Fonseca Distribuição
Paulo Costa, diretor-geral da José Maria da Fonseca Distribuição (Foto Divulgação)

Por: Ana Vieira


A celebrar uma década de atividade, a José Maria da Fonseca Distribuição garante que tem hoje maior agilidade, proximidade ao consumidor e controlo sobre toda a cadeia de valor.

Ao longo destes dez anos, a distribuidora consolidou um crescimento sustentado, atingindo 20 milhões de euros em faturação em 2024, com uma média de 9% de crescimento anual. O portefólio diversificou-se com a entrada de parceiros estratégicos.

Num setor em constante transformação, a JMF Distribuição tem procurado equilibrar inovação e tradição, apostando em tecnologia, business intelligence e sustentabilidade.

Em entrevista à PME Magazine, Paulo Costa, diretor-geral da José Maria da Fonseca Distribuição, faz um balanço e partilha os principais desafios e ambições da empresa para a próxima década.

 

PME Magazine (PME Mag.) – Como surgiu a José Maria da Fonseca Distribuição?

Paulo Costa (P. C.) – A José Maria da Fonseca Distribuição nasceu em 2015 por iniciativa da sétima geração da família Soares Franco, com o objetivo de reforçar a presença direta no mercado nacional e ganhar agilidade num setor cada vez mais competitivo. A criação de uma estrutura própria permitiu maior proximidade ao consumidor, controlo da cadeia de valor e uma abordagem mais dinâmica e estratégica. Entre os principais marcos estão o crescimento sustentado das marcas JMF, a entrada de parceiros como Ravasqueira, Lagoalva e Caves Messias, e a consolidação de uma operação com cobertura nacional.

 

PME Mag. – Que balanço faz destes 10 anos da José Maria da Fonseca Distribuição e quais considera terem sido os principais fatores de sucesso e dificuldades neste percurso?

P. C. – O balanço é extremamente positivo. A empresa atingiu os 20 milhões de euros em faturação em 2024, com um crescimento médio anual de 9%. Os principais fatores para este sucesso são sem dúvida a equipa profissional e motivada que trabalha as nossas marcas todos os dias, as parcerias estratégicas que consolidámos nos últimos anos e a proximidade ao mercado. Como principais desafios diria que foram o arranque da operação, a gestão da complexidade logística com o crescimento do portefólio e a adaptação às oscilações económicas, como o impacto da pandemia e da inflação.



PME Mag. – De que forma o modelo de negócio da JMF Distribuição evoluiu desde 2015 e como tem conseguido equilibrar inovação com a tradição do setor?

P. C. – O modelo de negócio evoluiu naturalmente com o crescimento da operação. Começámos focados nas marcas da JMF e desde 2018 passámos a integrar parceiros com portefólios complementares, o que trouxe maior complexidade do ponto de vista comercial e logística. A inovação entrou pela necessidade: investimos em sistemas de informação, controlo de gestão e ferramentas de apoio à decisão para acompanhar o ritmo do mercado. Ao mesmo tempo, mantemos uma ligação forte à tradição do setor, valorizando a origem dos vinhos, o perfil dos produtores e a autenticidade das marcas. Esse equilíbrio tem sido essencial para crescer com consistência e credibilidade.



PME Mag. – As novas gerações de consumidores trazem exigências diferentes — vinhos mais leves, opções sem álcool, packaging sustentável. Como é que a empresa tem respondido a estas tendências?

P. C. – A proximidade ao mercado tem sido essencial para captar tendências e ajustar a oferta. Temos reforçado a gama com vinhos mais leves, opções sem álcool e packaging sustentável. A preocupação com a saúde e o ambiente está cada vez mais presente, e esses valores já fazem parte da nossa estratégia de produto e comunicação.



PME Mag. – O investimento em tecnologia e business intelligence tem sido uma aposta estratégica? Que impacto concreto teve na operação e na relação com clientes e parceiros?

P. C. – Sim, foi uma aposta clara desde o início. As ferramentas de business intelligence e controlo de gestão permitem decisões mais rápidas e fundamentadas, otimizam a operação logística e melhoram a relação com clientes e parceiros. Num mercado maduro e competitivo, a informação é um ativo crítico.

 

PME Mag. – Quais são as ambições e prioridades da JMF Distribuição para os próximos 10 anos no mercado nacional e internacional?

P. C. – Queremos consolidar as parcerias atuais, reforçar a presença multicanal e continuar a gerar valor para produtores e clientes. A prioridade é manter uma operação ágil e eficiente, com foco na excelência de serviço. O mercado português continuará a ser o foco principal da nossa atividade.