Sexta-feira, Agosto 14, 2026
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Um clique pode custar caro: phishing lidera ciberataques em 2024

Por: Ana Vieira


Em 2024, os ciberataques mais frequentes foram realizados através de phishing (email) e o smishing (SMS e Whats App), além de outras formas de engenharia social e burlas online, lê-se no Relatório de Cibsersegurança, da autoria do Observatório de Cibersegurança do Centro Nacional de Cibersegurança.

Com contributos de entidades públicas e privadas, registou-se um “aumento significativo do número de incidentes de cibersegurança ocorridos no ciberespaço nacional, em 2024”.

Um aumento caracterizado por vários incidentes de grande impacto, nomeadamente “ransomware e indisponibilidades, tanto causadas por interrupções por falha crítica como por ataques de negação de serviço distribuída (DDoS), assim como grandes leaks de credenciais de entidades da administração pública, de operadores de serviços essenciais e prestadores de serviços digitais, por vezes associados à crescente ameaça dos infostealers”, explica o relatório divulgado no início de setembro. 

 


CIBERAMEAÇAS MAIS RELEVANTES EM PORTUGAL, 2024 – TOP 5 (Fonte: CNCS)

1º Phishing e Smishing
2º Engenharia social e Burlas online
3º Ransomware
4º Exploração de vulnerabilidades
5º Negação de serviços distribuída (DDoS)


 

Luís Magalhães, responsável pelos Serviços de Cibersegurança da Adyta, uma empresa especializada em comunicações seguras e cibersegurança, aponta o fator humano como o principal risco para empresas.

Links maliciosos ou sistemas não atualizados 

“Ataques de engenharia social, como o phishing, continuam a ser o vetor mais utilizado para comprometer sistemas, explorando a falta de atenção ou de formação dos colaboradores. Muitas vezes, basta um clique num link malicioso ou o download de um ficheiro aparentemente legítimo para abrir a porta a um ataque”, além da falta de atualização dos sistemas, “que permanecem vulneráveis a exploits já conhecidos e facilmente exploráveis pelos atacantes”.

Outro risco cibernético que as PME enfrentam assenta ainda na “falta de monitorização adequada”, tendo por base que uma empresa será atacada, não se sabendo apenas quando, considera Luís Magalhães em declarações à PME Magazine.

Investir para prevenir

Assim, para minimizar os riscos de um ciberataque, o responsável pelos Serviços de Cibersegurança da Adyta, recomenda olhar para a cibersegurança como um investimento prioritário, tendo em conta ainda que “o custo de um ataque bem-sucedido pode ser muito superior ao investimento preventivo”.

“Esta combinação de falta de prioridade, limitação de recursos e ideia errada sobre os custos acaba por expor as PME a riscos elevados que podem comprometer seriamente a sua reputação e continuidade”, acrescenta.

Autenticação multifator e formação dos colaboradores

Como medidas básicas de proteção, Luís Magalhães aponta “a adoção de autenticação multifator, combinada com políticas de password robustas, é fundamental para dificultar o acesso indevido”.

“A par disso, a criação de um inventário atualizado de ativos e software ajuda a manter visibilidade sobre o que existe na empresa. Em adição configurar atualizações automáticas nos sistemas que permitam e atualizar manualmente os restantes sistemas de forma a reduzir riscos associados a sistemas desatualizados”.

É igualmente importante, defende Luís Magalhães da Adyta, a implementação de mecanismos de backup ou sistemas de redundância “de modo a garantir a recuperação em caso de ataque ou perda de dados. Complementarmente, a utilização de sistemas de comunicação segura e de restrição de acessos contribui para minimizar fugas ou usos indevidos de informação sensível”.

Por fim, os colaboradores devem receber “ações regulares de consciencialização e formação” já que são uma das defesas mais eficazes contra ataques de engenharia social, como o phishing.

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