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4,6 mil milhões Primeiro Ministro apoio
Plano prevê apoios na resiliência, na transição climática e na transição digital (Foto: Pixabay)

Governo garante 4,6 mil milhões de euros às empresas

O Primeiro Ministro anunciou hoje que o Plano de Recuperação e Resiliência vai destinar 4,6 mil milhões de euros no apoio direto às empresas. Além deste investimento, as empresas irão beneficiar indiretamente de outros apoios, como contratos por programas de habitação e obras públicas.

Num vídeo publicado esta terça-feira no portal do Governo, António Costa faz um esclarecimento das dúvidas relativas aos apoios do Plano de Recuperação e Resiliência, garantindo que o mesmo irá apoiar diretamente as empresas que estão a atravessar um período crítico, na sequência da crise económica provocada pela pandemia Covid-19.

O Primeiro Ministro garante, assim, um apoio direto avaliado em 4,6 mil milhões de euros (a investir até 2026), dos quais 1.209 milhões são destinados às agendas da reindustrialização, 1.250 milhões de euros para a capitalização das empresas e 370 milhões de euros para o apoio à criação de emprego.

Para além destes valores, António Costa destaca, ainda, um investimento de 715 milhões de euros na descarbonização da indústria, valor ao qual se pode adicionar um investimento no apoio às energias renováveis e eficiências energéticas das empresas. Também a digitalização das empresas será englobada neste apoio, à qual será direcionada um investimento avaliado em 650 milhões de euros.

António Costa assume ainda a aposta na formação profissional, garantindo que o Governo irá “investir na qualificação dos jovens”, o que se irá traduzir numa “melhoria dos recursos humanos das empresas”.

Estes apoios indiretos referidos pelo líder do Executivo estão relacionados, entre outros, com a planificação e projeção das obras públicas, para as quais o Governo irá estabelecer contratos diretamente com as empresas. 

O Plano de Recuperação e Resiliência foi apresentado, numa versão inicial, à Comissão Europeia em Bruxelas, em outubro passado. No documento atual, depois das negociações com a Europa, estão previstas três dimensões de aposta: resiliência, transição climática e transição digital. No total, o Plano prevê 13,9 mil milhões de euros em subvenções a fundo perdido das verbas europeias.