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Nuno Fernandes (Foto: Divulgação)

Dia internacional das pessoas com deficiência

Por: Nuno Miguel Sá Fernandes

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem trabalhado continuamente sobre a consolidação e operacionalização de um quadro conceptual da funcionalidade e da incapacidade humana. Em 1976, publicou a International Classification of Impairment, Disabilities and Handicaps (ICIDH), em caráter experimental.

A ICIDH tem sido o mais importante sistema de classificação no processo de compreensão e definição da deficiência, sendo um quadro de referência da OMS para a saúde e incapacidade, com um âmbito de aplicação universal. Esta classificação introduziu uma distinção entre dois conceitos, frequentemente confundidos: deficiência (impairment) e incapacidade (disability).

A “deficiência” é descrita como as alterações nos órgãos e sistemas e nas estruturas do corpo; a “incapacidade” é caracterizada como as consequências da deficiência do ponto de vista do rendimento funcional, ou seja, no desempenho das atividades. “Desvantagem” (handicap) reflete a adaptação do indivíduo ao meio ambiente resultante da deficiência e incapacidade.

Esta classificação foi revista e substituída por um novo sistema de classificação multidimensional e interativo, a International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF). Esta classificação foi aprovada na 54ª Assembleia Mundial de Saúde em maio de 2001. A versão em língua portuguesa foi traduzida pelo Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde para a Família de Classificações Internacionais em Língua Portuguesa com o título de Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF).

A minha opinião acerca deste dia é que deveria ser comemorado todos os dias, pois as pessoas com deficiência merecem ser lembradas sempre. Facilitar a vida a essas pessoas seria uma melhor valia, pois, essas pessoas muitas das vezes não conseguem lidar com as dificuldades que as próprias deficiências, quer físicas ou mentais, trazem. O nosso país nunca esteve preparado para aceitar as pessoas deficientes, pois são sempre vistos como coitados. Eu não vejo isso, vejo que as pessoas têm muitas capacidades, só que têm que ser mais valorizadas e não postas de parte pela sociedade normal.