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Luís Mouta Dias, Senior consultor comercial sénior e de Marketing da Michael Page (Foto: Divulgação)

A chave das PME

Por: Luís Mouta Dias,consultor comercial sénior e de Marketing da Michael Page

As PME governam o mundo e são um impulsionador da economia global e do recrutamento. Geram empregos, impulsionam a inovação e estimulam a competitividade económica. No entanto, apesar da globalização e da revolução digital que está em curso, apenas um quarto das PME do setor da indústria consegue ter sucesso em mercados diferentes do seu.

Para ter impacto numa economia global, as PME inteligentes estão a transformar as suas organizações, mentalidade e estratégias para concorrerem com empresas de maior dimensão. Através de parcerias e plataformas de colaboração que as capacitam para aproveitarem determinadas vantagens sobre a concorrência, como a versatilidade e a iniciativa, tentam adaptar-se a novos mercados. Mas, para permanecerem competitivas num ambiente global de mercado, as PME precisam de “voar” e mudar o seu mindset para se manterem competitivas no mercado internacional.

No entanto, isso requer recursos e talento, e este objetivo pode ser muito complexo de alcançar quando as aspirações são maiores do que os orçamentos.

O caminho para o sucesso internacional passa pela colaboração com outras PME ou com multinacionais. Isto significa ser verdadeiramente empreendedor. E, como o recrutamento executivo, através da colaboração, é fundamental para ajudar a encontrar os melhores talentos, este objetivo é mais rápido de alcançar com o parceiro de RH certo.

Dado que uma pequena ou média empresa é um processo complexo e dinâmico que requer transformação, ter um posicionamento “fora de portas” exige uma grande mudança em termos de modelo de negócios, operações, comportamentos e visão estratégica diferenciadora para entrar em mercados culturalmente distintos.

Quando se trata de talento experiente para liderar a transformação, as diferenças culturais estão no centro da solução. Um dos principais desafios é a diferença cultural com os países para os quais se expande os negócios. Trabalhar de forma colaborativa ou simplesmente “trabalhar em equipa” pode ser diferente consoante se esteja na China, Japão ou Países Baixos, e implica uma alteração dos valores para a realidade local. Neste contexto, o parceiro de recrutamento é fundamental para a compreensão dessas diferenças e como estas funcionam em diferentes mercados. A colaboração entre as empresas e as suas redes de contactos são essenciais, quer seja ao trabalhar com PME que já têm experiência num dado mercado ou com as que se desejam expandir para esse mercado.

O recrutamento de executivos apresenta, atualmente, inúmeros desafios, tais como contratar as pessoas certas e lidar com a legislação local, gerir o défice da oferta de talento em áreas de grande procura, e que podem significar a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma PME num novo mercado. Movimentar-se no exterior exige uma mentalidade aberta, dado que as normas culturais da equipa serão postas à prova e desafiadas de uma forma diferente da habitual. Isto implica compreender os valores empresariais das PME e da cultura da zona geográfica, para obter vantagens.

Por exemplo, a participação em encontros com gestores organizados por Câmaras de Comércio é uma forma de promover o networking e o contacto com especialistas de determinado mercado. No entanto, embora a colaboração entre empresas de diferentes dimensões possa ajudar a transferir conhecimento e competências, o maior desafio enfrentado pelas PME prende-se com o acesso ao capital adicional, que lhes permite planear e aproveitar as oportunidades para crescer e diversificar.

Outro desafio importante para as PME que enfrentam novos horizontes é o fator humano. Nove em cada dez PME europeias funcionam com menos de dez membros da equipa. Mas isso não exclui as PME de estabelecer operações em múltiplos países, pois escalar é essencial para o sucesso da operação, e um parceiro de recrutamento pode fazer toda a diferença. Apoiar na construção de uma estratégia eficaz que inclua serviços e recursos humanos partilhados, como os de CFO, e criar programas para atrair e reter executivos locais qualificados, com base em padrões e hábitos locais, pode contribuir para economizar tempo e dinheiro, acelerando a integração.