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Desemprego valor alto quatro anos
Algarve, Lisboa e Madeira foram as regiões com o maior aumento de desempregados (Foto: Pexels)

Desemprego regista o valor mais alto dos últimos quatro anos

Portugal registou o valor mais alto de desemprego dos últimos quatro anos, com março a apresentar-se como o mês com mais desempregados inscritos nos centros de emprego nacionais. De acordo com os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), 432.851 pessoas encontram-se atualmente desempregadas.

Um ano após a chegada da pandemia Covid-19, Portugal regista o maior valor de desemprego dos últimos quatro anos. Segundo o IEFP, março fica registado como o mês em que há mais pessoas inscritas nos centros de emprego.

Os dados divulgados esta terça-feira, demonstram que este é o quatro mês consecutivo de subida do desemprego. No final de março, houve um aumento de 0,2% de desempregados face a janeiro, representando assim 432.851 pessoas, valor que cresce para 25,9% face ao período homólogo, março de 2020, registando um total de 89.090 pessoas desempregadas.

Segundo o comunicado do IEFP, para justificar este aumento “contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem, como habilitação escolar, o secundário”.

Relativamente às atividades económicas em que o desemprego se fez sentir, a nota do IEFP salienta que dos 373.396 desempregados, inscritos nos centros de emprego em Portugal continental, cerca de 73,5% estavam a trabalhar no setor dos serviços, evidenciando-se as “atividades imobiliárias, administrativas e os serviços de apoio”; 19,5% estavam ligados ao setor secundário, destacando-se a área da “construção”; e 4,2% para o setor agrícola. 

Relativamente ao nível regional, o desemprego aumentou em todas as regiões do país. Destaca-se o Algarve, com um aumento de 54,6% face ao período homólogo; Lisboa e Vale do Tejo, com um aumento de 40,7%; e a região da Madeira com um crescimento de 30,6%.