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Inflação sobe 1,3% em 2021 (Foto: Pexels)

Inflação aumenta 1,3% em 2021

A inflação aumentou 1,3% em 2021, face a 2020, que registou uma variação nula. A taxa de variação média foi de 0,8%, excluindo a energia e os bens alimentares não transformados.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) salienta que a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) total demonstrou um forte movimento ascendente ao longo de 2021, em particular na segunda metade do ano em que as variações observadas foram superiores ao valor da média anual.

Na primeira metade de 2021, a inflação manteve-se nos 0,6%, já no segundo semestre subiu para 1,9%. No que diz respeito aos produtos energéticos, como a água, eletricidade, gás e outros combustíveis e também os transportes, a taxa de variação média passou de -5,0% em 2020 para 7,3% em 2021.

“Também aqui se verificou uma aceleração entre semestres, mais significativa que a do IPC total, com variações médias no primeiro semestre de 3,4% e de 11,2% no segundo”, afirma o INE.

No mês de dezembro de 2021, a inflação registou uma variação homóloga de 2,7%. O INE acrescenta ainda: “Relativamente à estimativa rápida publicada a 3 de janeiro, houve uma revisão em baixa de 0,02 pontos percentuais, determinando, por arredondamento a uma casa decimal, que a variação homóloga acabe por se fixar nos 2,7% em lugar dos 2,8% inicialmente estimados”.

Sem contar com a energia e os bens alimentares não transformados, a variação homóloga do IPC foi de 1,8% em dezembro, e em novembro de 1,7%.

Este aumento da taxa de variação do Índice de Preço no Consumidor entre os anos de 2020 e 2021 “foi influenciado pelo comportamento da inflação subjacente e pela evolução positiva dos preços dos produtos energéticos, que registaram variações médias anuais de, respetivamente, 0,8% e 7,3% (0,0% e -5,0% em 2020)”. Relativamente aos preços dos produtos alimentares não transformados, os mesmos aumentaram 0,6% em 2021, uma percentagem menor do que em 2020 (4%).

Contrariamente aos anos anteriores, 2021 obteve um crescimento médio anual dos preços dos bens superior ao dos serviços.

“Com efeito, em 2021, os preços dos bens aumentaram 1,7% (-0,5% e -0,3% em 2020 e 2019) enquanto a taxa de variação média dos preços dos serviços foi 0,6% (variações de 0,7% e 1,2%, respetivamente em 2020 e 2019)”, frisa o INE.