É mais difícil para as mulheres do Sul da Europa alcançarem cargos de liderança nas organizações. É esta a conclusão do estudo “Furthering Female Leadership”, levado a cabo pela Boyden Global Executive Search.
O estudo indica que “86% dos gestores na Europa do Sul consideram que é mais difícil às mulheres alcançarem cargos de liderança executiva”. Esta é, entre as quatro regiões analisadas – países germânicos (63%), países nórdicos (75%), Reino Unido (38,2%) e Europa do Sul (86%) – aquela na qual esta perceção negativa é mais elevada.
“A explicação reside numa cultura que ainda é vista como tradicional, apesar das mais-valias que podem ser retiradas de uma gestão mais inclusiva, justifica a Boyden em comunicado.
Ainda segundo o estudo, “85% dos gestores inquiridos na iniciativa, e cujas empresas possuem uma estratégia formal de diversidade, afirmam que a mesma melhorou os seus resultados e potenciou a inovação, a colaboração a satisfação dos clientes e a atração de talento”.
“Num ambiente de elevada complexidade e em permanente transformação, os desafios que se apresentam às organizações exigem uma visão e um conjunto de competências alargados. Uma equipa de gestão mais diversa é, também, uma equipa com características complementares e integra a possibilidade de contribuir com mais-valias relevantes para a condução de negócio”, sublinha Fernando Neves de Almeida, managing partner da Boyden Global Executive Search Portugal, citado no comunicado.
O estudo foi feito a partir de 800 horas de conversas presenciais para avaliar a questão da diversidade na gestão.