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Portugal entre os países da OCDE com mais trabalhadores com apoios

Portugal era, em maio, o sexto país da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) com maior percentagem de trabalhadores abrangido por apoios à retenção do emprego, como o lay-off simplificado.

Segundo o “Employment Outlook” da OCDE, as medidas de apoio na sequência da pandemia de Covid-19 abrangiam, em maio, 33% dos trabalhadores dependentes em Portugal.

A OCDE refere que estes mecanismos estão a “amortecer o impacto” da crise económica causada pela Covid-19 em muitos dos países-membros da organização.

A organização considera, ainda, que as empresas “fizeram uma utilização maciça de esquemas de retenção de emprego para receberem apoio público”.

À frente de Portugal surge a Nova Zelândia no topo da lista (66,3%), seguindo-se a França (54,9%), a Suíça (45,4%), a Itália (45,2%) e a Áustria (36,8%).

A OCDE destaca que estes apoios “permitem preservar empregos”, mas, ao mesmo tempo, explicam “porque é que a maioria dos países da OCDE não sentiram o aumento maciço do desemprego que foi registado no Canadá ou nos Estados Unidos”.

No caso português, as projeções da OCDE apontam para uma quebra da economia de 9,4% este ano e um desemprego nos 11,6%, praticamente o dobro dos 6,5% registados em 2019.

Ainda de acordo com a OCDE, os grupos mais vulneráveis, como os trabalhadores com menos qualificações, os jovens e os migrantes e as mulheres “estão a pagar o preço mais pesado da crise”.