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Aumento do desemprego na Zona Euro
Medidas de apoio dos Governos têm sido extremamente importantes para o apoio à economia (Foto: Pixabay)

Aumento de 38% do desemprego na Zona Euro em 2021

Estudo da Euler Hermes aponta para um aumento de 38% do desemprego de longa duração na Zona Euro, ao longo deste ano, podendo atingir os 6,6 milhões durante o terceiro trimestre, números superiores aos 4,8 milhões verificados antes da atual situação pandémica.

A líder mundial em seguro de créditos, Euler Hermes, divulgou o estudo Covid-19 one year on: 1.8 million additional long-term unemployed in Europe, onde aponta para um aumento de 38% do desemprego de longa duração na Zona Euro, ao longo de 2021. Os dados apresentados indicam que esta percentagem se poderá traduzir em cerca de 6,6 milhões de desempregados a longo-prazo, valor superior aos 4,8 milhões verificados antes da pandemia.

Na expetativa por uma retoma económica lenta e gradual, o documento refere que o risco do choque cíclico no mercado de trabalho na Zona Euro se torne estrutural, com os números do desemprego a estabilizarem-se num nível elevado. 

De acordo com o referido estudo, atualmente existem cerca de 13,7 milhões de desempregados na Europa, nos quais se destacam os 1,8 milhões que estão nesta condição desde o início da atual situação pandémica, valores que não englobam as pessoas que não estão registadas como desempregadas nas respetivas autoridades oficiais de cada país.

Apesar da quebra no crescimento económico de forma global, o aumento do desemprego tem vindo a ser amortizado pelos vários programas de apoio à manutenção de emprego implementados pelos Governos da União Europeia.

Sublinhando a importância de as empresas darem prioridade à reintegração de trabalhadores cujos postos de trabalho foram assegurados pelos apoios governamentais, a Euler Hermes estima que o ritmo desta reintegração irá variar bastante consoante as economias de cada país, com as melhores perspetivas a apontarem para uma recuperação mais visível no final do próximo ano.

Além da reintegração, é ainda feita uma advertência no sentido de se saber reconhecer as mudanças estruturais económicas, com vários analistas a indicarem que os Governos devem apostar em medidas de qualificação e requalificação, bem como na revisão dos sistemas de educação.

Em Portugal, o estudo indica que a taxa de desemprego aumentou para 7,2% no início deste ano, valor que contraria os números apresentados nos últimos meses e que demonstra um aumento de 2,7% da população desempregada face ao período homólogo.

Para além das consequências causadas pela pandemia e do lento processo de vacinação, a incerteza das empresas quanto ao futuro tem sido uma das principais causas que contribuem para o aumento verificado, sendo que as medidas de apoio se têm demonstrado cruciais no suporte à economia, dado que os valores do desemprego poderão aumentar para 9,1% no final deste ano, no caso de término das mesmas.