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Entre julho e setembro, espera-se um aumento de 5% de trabalhadores (Foto: Unsplash)

Empregadores otimistas para contratações para o terceiro trimestre

Segundo o ManpowerGroup Employment Outlook Survey, relativo ao terceiro trimestre de 2021, a projeção para a criação líquida de emprego é de 5%, “contrariando a tendência negativa do último trimestre e subindo 17 pontos percentuais face às perspetivas de há um ano”.

O ManpowerGroup, que desenvolve soluções e contribui para a transformação das organizações, desenvolveu um survey que apresenta uma Projeção para a Criação Líquida de Emprego. Verifica-se que, para o terceiro trimestre de 2021, período entre julho e setembro, espera-se um aumento de 5%, sendo que este valor “representa uma subida de seis e de sete pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e ao período homólogo”.

Rui Teixeira, Chief Operations Officer do ManpowerGroup Portugal, afirma que “a projeção para este trimestre permite-nos, por fim, observar uma acentuada melhoria nas intenções de contratação, ao mesmo tempo que nos oferece uma clara medida do impacto que a pandemia teve na economia e no emprego em Portugal”.

No entanto, deixa o aviso de que “o ritmo de recuperação não será igual para todos”, pois “se, por um lado, a reabertura da atividade empresarial e os investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), constituem uma oportunidade de reconstrução para muitas empresas, o esforço de pagamento da dívida, com o fim das moratórias, poderá ser uma forte ameaça para muitas outras”.

Relativamente a Portugal, o estudo revela dados encorajadores, uma vez que, para o próximo trimestre, dos “552 empregadores nacionais entrevistados, 10% preveem um aumento do seu contingente laboral, 2% projetam um decréscimo e 80% não antecipam nenhuma mudança, resultando assim numa projeção de 8%”.

Para Rui Teixeira, “o mercado de trabalho continuará, por isso, a estar muito dinâmico, com empresas e setores a libertar talento, ao mesmo tempo que outras terão dificuldade em cobrir posições para perfis de competências diferentes”.

Nesse sentido, o Chief Operations Officer garante que “a resposta tem necessariamente de passar pela qualificação e requalificação da nossa base de talento, identificando as competências adjacentes que permitirão aos candidatos mover-se para funções com maior procura, e apostando na sua formação por forma a fomentar a sua empregabilidade e a sua relevância face às atuais necessidades das empresas”.

No que concerne às regiões, prevê-se um aumento do trabalho em todo o continente, sendo que as regiões do Norte e do Sul do país são aquelas que apresentam dados mais otimistas, acima dos 10%. No centro, as perspetivas para contratação situam-se “ligeiramente abaixo, nos 3%”.

Na área da Grande Lisboa, prevê-se uma “atividade de contratação mais cautelosa”, de cerca de 3%. Já na área do Grande Porto, a projeção para a criação líquida de emprego, para o próximo trimestre corresponde a 11%.

O estudo revelou ainda que, independentemente das dimensões das organizações, é esperado que as empresas nacionais contratem mais colaboradores. Ainda assim, as médias empresas são as que “preveem um ritmo de contratação mais acelerado” com uma projeção de 12%.

As grandes empresas preveem uma atividade de contratação moderada, com cerca de 7%. No que respeita às pequenas e microempresas, as projeções feitas correspondem a 5% e 4%, respetivamente.

A nível global, os países que mais esperam reforçar a sua força de trabalho durante o terceiro trimestre de 2021, são os Estados Unidos, Taiwan e Austrália. No polo oposto, encontram-se países como Hong Kong, Argentina, Panamá e África do Sul.